Com 95,26% de volume útil, reservatório de Peixoto (MG) volta a abrir comportas
A Usina Mascarenhas de Moraes, mais conhecida como Usina de Peixoto, em Ibiraci (MG), voltou a registrar o espetáculo “amedrontador” nesta segunda-feira, 20, ao abrir as comportas para aliviar a pressão do volume de águas em seu reservatório. Com seu volume útil em 95,26%, de acordo com o boletim atualizado neste dia 19 pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) em seu site, a abertura para regulagem da vazão e controle os níveis de segurança da Usina é comum.
Nesta segunda-feira, quem passou pela região pode ouvir de longe a sirene de segurança dando o aviso de abertura as comportas. O espetáculo podia ser visto do mirante bem em frente à hidrelétrica. O barulho da sirene só era cortado pelo estrondo das águas caudalosas ao passar pelas comportas e provocar, além do som forte um spray de água que formava uma névoa branca.
Segundo visitantes que estiveram no lado superior da hidrelétrica durante o fim de semana pescando, o nível de água no local está bem alto.
De acordo com o ONS, a represa de Furnas, que forma um dos lagos mais bonitos de Minas Gerais, o chamado “Mar de Minas”, está com 97,13% de seu volume útil em seu reservatório.
Abertura das comportas
No início de março, vídeos compartilhados em redes sociais e em grupos de aplicativo de comunicação Whatsapp já mostravam uma nova abertura das comportas da Usina Hidrelétrica Mascarenhas de Moraes.
As imagens também eram impressionantes. O volume de água e o barulho estrondoso das águas, que, na maioria das vezes desce calmamente em dias normais, deixou visitantes e moradores à beira do Rio Grande amedrontados. Isso porque, o nível da água havia subido bastante naqueles dias de chuva intensa.
De acordo com a ONS, a abertura das comportas eventualmente é feita para que cada uma das usinas do circuito de Furnas operem em níveis de segurança.
De acordo com a ONS, por meio de sua assessoria de imprensa, os parâmetros seguem os limites estabelecidos, “sempre que possível”, definidos pela própria ONS e pela ANA (Agência Nacional de Água e Saneamento). “O vertimento tem como objetivo reduzir o impacto de elevadas vazões, proteger a população e regularizar o volume d’água dos cursos dos rios. O objetivo é justamente garantir a segurança tanto das populações, como dos reservatórios”, disse a assessoria do ONS.








