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“Amou-os até o fim”

A Igreja convida a comunidade cristã a renovar o seu seguimento de Cristo, seguindo as suas pegadas (1Pd 2,21) e a compreender o verdadeiro significado da Paixão como caminho de ressurreição e fonte da nossa salvação.

Os elementos mais significativos que a liturgia do Domingo de Ramos nos oferece são dois: a procissão com ramos de oliveira ou palma, que introduz a celebração, e a leitura prolongada do “Evangelho da Paixão” de Mateus.

O Domingo de Ramos mergulha-nos num dos momentos mais festivos da vida de Jesus: um rio de sorrisos, desde o Monte das Oliveiras até ao templo. E ao redor estava a primavera, alegre e exuberante. “no dia de Ramos, na procissão que acompanha o Mestre e os discípulos desde o Monte das Oliveiras, Há quem cante, quem aplauda, ​​quem agite e estenda seus mantos, quem agite palmas: um jardim ambulante” (São Bernardo de Claraval). 

Nós nos misturamos com a multidão e vemos Jesus descendo de Betfagé, entre as oliveiras e em seguida atravessa o riacho do Cedron. Ele monta um jumentinho, que pediu para os discípulos desamarrar e trazer até Ele. O Jumentinho desce ladeira e sobe ladeira, mas não se cansa, porque presta um serviço no acontecimento da Paixão de Jesus.

O grito da multidão, o hosana, o sentimento do Mestre, o Bom Samaritano próximo do povo, como alguém que conhece bem as difíceis condições da vida, que cura os enfermos, que trata das feridas, que restitui a vista aos cegos, que faz o mudo falar, que cura o paralítico, dá liberdade ao possuído, dignidade às prostitutas, perdão aos pecadores. Nenhuma das pessoas se sente excluída do olhar do Rei dos reis: “Melhor que um morra por todos”. Jesus fez o que pôde, conversou, amou, curou, compartilhou. O que mais ele podia nos dar para nos convencer que Ele veio de junto do Pai Eterno? Uma coisa é convencer ou fundar uma religião, outra é aguentar até o último suspiro: “Amou-os até o fim”. Não é tanto a sua dor que nos salva, mas o seu amor. Um amor que se manifesta, que se entrega, que estremece e surpreende.

A cruz torna-se então o último sim de Jesus dito ao Pai, para salvar a humanidade.

Hora após hora, nesta semana, seguiremos a última semana do Mestre.

Colocando-nos ao lado de Jesus, sem fazer barulho.

Silencioso, pensativo, maravilhado, atordoado, comovido, agradecido.

Não nos aproximamos da cruz para projetar no crucifixo nossas frustrações.

Ficaremos junto a cruz para aprender a amar, pois nos Reinos antigos, era a força da violência e das armas que eram utilizadas para a dominação, no Reino Novo que Jesus vem implantar, a força utilizada é o amor.

Uma ótima e bem refletida semana santa a todos.

Fonte: Portal Cerco il Tuo Volto, CEI, Ermes Ronchi e Paolo Curtaz.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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