Polícia

Motorista é perseguido por mais de 10 km na Portinari após fugir de abordagem policial

Um motorista foi conduzido ao Plantão da Polícia Civil após uma perseguição policial superior a 10 quilômetros, registrada na noite desta quarta-feira (7), na Rodovia Cândido Portinari, em Franca (SP). O caso envolveu suspeita de embriaguez ao volante e tráfego em velocidade incompatível, colocando em risco a segurança de outros motoristas, ciclistas e pedestres.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares rodoviários realizavam deslocamento entre Pedregulho e Franca quando, na altura do km 409, visualizaram um homem parado no acostamento retirando uma lata de cerveja de uma caixa térmica no porta-malas de um veículo Toyota Corolla. Em seguida, o condutor retornou ao volante e seguiu viagem.

Diante da situação, os policiais posicionaram a viatura em local seguro para realizar a abordagem, já na altura do km 407. No momento em que deram sinais sonoros para a parada, o motorista empreendeu fuga, iniciando um acompanhamento por diversos trechos da rodovia.

Ainda segundo a Polícia Militar Rodoviária, durante a fuga o condutor cometeu diversas infrações de trânsito, como ultrapassagens proibidas, mudanças de faixa sem sinalização e acesso à área urbana de Franca pelo km 405, onde continuou trafegando por vias com alto fluxo de veículos, pedestres e ciclistas, ampliando o risco de acidentes.

Com apoio de várias viaturas, foi realizado um cerco policial e o veículo acabou sendo abordado na avenida Chico Júlio, nas proximidades do número 3.852.

O motorista foi identificado pelas iniciais BBA, de 37 anos. Durante a abordagem, os policiais relataram que ele apresentava sinais visíveis de embriaguez, como odor etílico, olhos avermelhados e comportamento alterado. No interior do veículo foram encontradas diversas latas de cerveja, incluindo uma lata vazia no console e outras cheias no porta-malas. Também foi constatada uma restrição judicial de circulação (RENAJUD) vinculada ao veículo.

O condutor recusou-se a realizar o teste do bafômetro, sendo lavradas as medidas administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro. O automóvel foi liberado para um familiar.

Na Polícia Civil, acompanhado de advogada, Bruno alegou que não havia ingerido bebida alcoólica, afirmando que havia parado apenas para urinar no acostamento e que teria obedecido à ordem de parada quando percebeu a sinalização policial. Ele também negou uso de entorpecentes e afirmou não ter sofrido agressões durante a abordagem.

A pedido da autoridade policial, o motorista passou por avaliação médica, e o laudo da médica legista não constatou alteração da capacidade psicomotora, não sendo confirmada a embriaguez no momento do exame. No plantão, o investigado também não apresentava sinais clássicos de embriaguez.

Diante da recusa ao teste do etilômetro, da inexistência de laudo pericial confirmando a embriaguez e das versões divergentes, a Polícia Civil entendeu que, nesta fase inicial, não havia elementos suficientes para a confirmação dos crimes apontados pela guarnição. O caso foi registrado e encaminhado à Delegacia da área dos fatos, onde serão realizadas diligências complementares.

A ocorrência segue sob apreciação do delegado titular.

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