Polícia

Delegado pede prisão preventiva para assassino de Thabata

A Polícia Civil de Franca pediu à Justiça na última nesta quarta-feira (15) a conversão da prisão temporária em preventiva do policial militar Douglas da Silva Teixeira. O policial é acusado da morte da ex-mulher Thabata Caroline Gonzales Silva e responderá por homicídio qualificado e feminicídio. Em depoimento Douglas alegou que o disparo teria sido acidental após uma luta corporal com Thabata, hipótese descartada pelo delegado da DIG, Márcio Murari, que indiciou formalmente o policial.

O corpo de Thabata foi encontrado no dia 18 de novembro dentro de seu próprio carro, na chácara dos pais de Douglas, às margens da rodovia Tancredo Neves. Segundo a polícia, Douglas matou a ex-mulher e levou o corpo no carro dela para a chácara dos pais. Douglas fugiu do local em seguida e se apresentou à polícia um dia depois, sem dizer uma só palavra. 

Thabata foi morta com um tiro na cabeça. Ela trabalhava em um frigorífico, e deixou duas filhas, uma do casal e outra de outro relacionamento. O casal estava se separando e, segundo amigos e familiares, ele não aceitava o fim do relacionamento. Também segundo as pessoas próximas de Thabata, o ex-marido já a ameaçava há algum tempo. Thabata, inclusive confidenciava para amigas as violências sofridas. Em um vídeo que chegou às mãos da irmã dela, Thabata mostra as marcas no pescoço que teriam sido provocadas por Douglas. Thabata dizia que o ex havia tentado enforcá-la. 

Thabata Gonzalez mostra as marcas de agressão sofrida pelo marido, Douglas da Silva Teixeira, suspeito de tê-la matado (Reprodução)

Alessandro Macedo

É jornalista e editor da Folha de Franca

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