Polícia

Caso do casal atropelado em estacionamento de supermercado ganha novos desdobramentos; comerciante segue preso em Franca

Investigação aponta que duas pessoas foram atingidas durante o ataque. Mulher permanece internada em estado grave e Justiça manteve a prisão preventiva do investigado

Novas informações da investigação esclareceram que o atropelamento ocorrido na noite de terça-feira (21), no estacionamento localizado em frente a um supermercado nas proximidades do Parque de Exposições “Fernando Costa”, teve como vítimas um casal de vendedores de churros, e não apenas uma mulher, como indicavam as primeiras informações divulgadas após a ocorrência.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas são um homem de 49 anos e sua companheira, de 55 anos. A mulher sofreu os ferimentos mais graves e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Franca, sob acompanhamento médico. O homem também foi atingido pelo veículo, recebeu atendimento e teve alta hospitalar.

As investigações apontam que o principal suspeito é o comerciante Wanderson da Costa Silva, de 43 anos, conhecido como “Zam”, proprietário de um bar na cidade. Ele foi preso em flagrante na noite da ocorrência e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça, permanecendo detido durante o andamento das investigações.

Investigação apura motivação

De acordo com os elementos reunidos até o momento pela Polícia Civil, a principal linha de investigação é de que o suspeito acreditava que o casal teria feito uma denúncia à Prefeitura que resultou na interdição de seu estabelecimento comercial.

As próprias vítimas, no entanto, negaram qualquer participação em denúncias contra o bar. A motivação do caso continua sendo apurada no inquérito policial.

Conforme relatos colhidos durante a investigação, houve uma discussão entre o comerciante e o casal antes do atropelamento. Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que o veículo teria sido conduzido em direção ao carrinho de churros e às vítimas. A dinâmica completa dos fatos ainda será esclarecida por meio de perícias, depoimentos e demais diligências.

Prisão preventiva mantida

Ao converter a prisão em flagrante em preventiva, a Justiça considerou, entre outros pontos, os indícios apresentados pela investigação, a gravidade dos fatos e a necessidade de preservar a instrução criminal.

O comerciante é investigado por tentativa de homicídio qualificado. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que ainda deverá concluir o inquérito antes de eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público. Até eventual condenação definitiva, o investigado tem assegurado o direito à presunção de inocência.

Notícias de Franca

É jornalista e editor da Folha de Franca

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