Verdejar pede ajuda: bois e vacas estão acabando com as mudas da ‘Matinha’ do Noêmia
Maria Lídia Borges Machado
O Comitê Verdejar, do Grupo Mulheres do Brasil, Núcleo Franca, tem desenvolvido um projeto ousado: plantar árvores nas calçadas das residências. As pessoas, moradoras das residências, com responsabilidade, vão cuidar das “mudinhas bebês”, até que se transformem em árvores adultas e robustas que vão transbordar oxigênio, frescor e sombra repousante, transformando-se em forte aliada para a vida dos seres vivos, humanos e animais!
O Comitê Verdejar já plantou aproximadamente 7.000 árvores por todos os pontos cardeais da cidade de Franca! Somos um “time guerreiro” de mulheres com disposição voluntária para o plantio, com a coordenação de Elaise Maria de Mello Barbosa, engenheira de alimentos, que desempenha um trabalho incansável e responsável com o seu time, do qual tenho o orgulho de ser vice-coordenadora, ao lado da advogada Leliana Siqueira Veronez. E é graças a esse time que chegamos até esses números expressivos do Verdejar.

Além das voluntárias, temos outros parceiros que desempenham trabalho fundamental para o sucesso dessa empreitada de arborizar Franca, como o agrônomo Célio o Berteli. Colaborador desde o início, elaborou o projeto para o melhor plantio e cuidados das árvores.
Ana Vivian Vianna, arquiteta paisagista, com a sua experiência e dedicação, fez a seleção das mudas apropriadas para os locais, tanto para as calçadas das residências quanto para a APP (Area de Preservação Permanente), no Jardim Noêmia, que carinhosamente denominamos de “Nossa Matinha”.
No local, de um hectare e meio, que batizamos de “O nosso Santuário”, plantamos 4.500 mudas, que ja se tornaram, em sua maioria, um arbusto robusto, cheio de vida, apesar do tempo tão seco e de quatro incêndios criminosos. Veja, nas imagens abaixo, a comunidade socorrendo a Matinha durante um dos incêndios.
Para manter a Matinha viva, fizemos um rodízio de cuidados, de segunda a segunda-feira, para que ela seja cuidada diariamente. Nossa recompensa é que, num futuro próximo, ela transbordará oxigênio para toda a população da nossa cidade… Sim! Para toda a cidade! Porque essas árvores, quando adultas, fortes e robustas, conseguirão levar o seu precioso benefício para até uma distância de 400 km!

No entanto, estamos enfrentando um problema seríssimo, a invasão de vacas e bois na Matinha. Os animais são levados por seu proprietário para pastar na Matinha e eles comem tudo, inclusive os brotos das arvorezinhas plantadas com tanto carinho, dedicação e amor. Os custos financeiros e não financeiros são elevados. Somente conseguimos executar esse projeto – plantar uma mata – graças à participação ativa das mulheres e homens, “verdejantes incansáveis”, que aderiram ao movimento e também com a ajuda financeira generosa de empresas parceiras e amigos do Grupo Mulheres do Brasil Franca/Comitê Verdejar. Essa área verde de mata será definida como o equilíbrio para o nosso meio ambiente!

Esse senhor, dono do gado, mora numa chácara nas proximidades da Matinha, mas ele se nega a nos ouvir. Ele precisa saber que se trata de contravenção, levar os seus animais para pastar em região urbana, onde adultos e crianças transitam normalmente e ficam sob o risco de serem atacados por animais. Além disso, ele destrói o plantio realizado em Área de Preservação Permanente. Precisamos que todos juntos demos as mãos para salvar a Matinha do Jardim Noêmia! O Planeta agradece!

Maria Lídia Borges Machado é pedagoga, arte-educadora e vice-coordenadora do Comitê Verdejar







