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Usuária reclama de preço de manutenção de túmulos do Santo Agostinho; Associação diz que cobrança é justa

A amiga de uma usuária do Cemitério Municipal Santo Agostinho enviou à redação da Folha de Franca mensagens contendo reclamações de que a amiga estaria achando o valor cobrado para a manutenção de túmulos do local alto. A mulher, também reclama nas mensagens que “até ali existe desigualdade social”, se referindo a alguns túmulos que não são limpos entre outros que tem serviço de jardinagem.

Com base nas reclamações enviadas, a reportagem procurou a Prefeitura de Franca, que informou que a manutenção dos túmulos do Santo Agostinho fica a cargo da Associação dos Zeladores de Sepulturas do Cemitério Santo Agostinho, tudo de acordo com decreto 8472 de 2005, que regulamenta os serviços de limpeza e conservação de túmulos, prestados por particulares e concessionários de sepulturas nos cemitérios municipais.

Em relação ao valor cobrado para a manutenção dos túmulos, que hoje é de R$ 45 mensais, o presidente da Associação, Aquiles Mariano Sousa Silva, foi quem respondeu. De acordo com ele, o valor foi elaborado com base nos serviços realizados pelos 44 jardineiros associados, que englobam todos os custos envolvidos para a manutenção de cada sepultura, como irrigação, fertilização, poda e limpeza.

De acordo com o presidente, a taxa de manutenção não é obrigatória, porém, caso opte por não pagar, o concessionário (dono do túmulo) não poderá terceirizar o serviço, sendo ele apenas o responsável pela limpeza. “Por isso muitos túmulos destoam dos outros, pois tem gente que não quer cuidar e deixa para lá”, disse Aquiles.

Além disso, segundo Aquiles, há um acordo entre a associação e a prefeitura para que a manutenção das ruas, avenidas e alamedas internas do cemitério sejam mantidas limpas também. “É um valor justo, pois são realizados muitos serviços no local durante o ano todo. Sem contar que na época da seca a manutenção fica ainda mais dispendiosa por conta da escassez de água no por um longo período”, disse o presidente da Associação.

Segundo Aquiles, além da responsabilidade com a zeladoria das sepulturas, os jardineiros ainda cuidam do espaço em questões como a dengue, por exemplo. “Recolhemos vasilhas, vasos e recipientes que acumulam água em todo o cemitério como compromisso com a prefeitura para cuidar e evitar a proliferação da dengue no local, entre outras atribuições que são de nossa responsabilidade aqui”, explicou.

Questionado sobre a possibilidade de haver alguma cobrança indevida ou de tratamento ríspido por parte dos jardineiros aos usuários, Aquiles disse que a associação não permite certos tipos de comportamentos e até repreende ou pune associado que causem problemas.

A pergunta foi feita, pois a usuária que nos enviou a reclamação também se referiu a um dos jardineiros como tendo agido com rispidez, a chamando de sovina por não querer pagar para fazer a manutenção do local. De acordo com a leitora que nos enviou as mensagens de reclamação, a própria usuária “gosta de cuidar do lugar, como forma de estar próxima ao marido”, no caso, o ente querido que faleceu.

Alessandro Macedo

É jornalista e editor da Folha de Franca

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