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Um ano e meio depois, monumentos da cidade continuam sem proteção

Há mais de um ano e meio a vereadora Lourdinha Granzotte fez uma indicação sugerindo à Prefeitura que implantasse grades de proteção em monumentos históricos da cidade. No dia 12 de março, a Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) respondeu à indicação da vereadora, dizendo que seria feito um levantamento de dados e um estudo a respeito do assunto, mas, até o momento, isso não aconteceu. Indagada a respeito, a Feac informou que o estudo não foi finalizado pelo Condephat porque “cada patrimônio está sendo levantado pontualmente”.

A demora causa estranheza e indignação entre os que se preocupam como estado de conservação dos patrimônios. Afinal, já se passaram 17 meses desde que o diretor presidente da Feac, Mateus Caetano, respondeu à indicação e prometeu uma ação, mas nenhuma atitude efetiva foi tomada por parte do órgão que deveria prezar pela memória cultural da cidade.
“Na minha opinião, os diretores da Feac só empurraram a questão e, com isso, já são 17 meses sem solução para proteção e preservação dos monumentos históricos que, pra piorar, estão sem identificação, pois até as placas estão sendo roubadas”, disse um dos agentes culturais da cidade que está inconformado com a falta de atenção a essa questão.

“Eu fiz questão de visitar vários esses monumentos pessoalmente e constatei que estão de fato esquecidos. Entre eles, estão o Monumento do Marco Zero, na Praça Barão; o obelisco defronte os Correios; o Monumento Padre Anchieta, na Praça João Mendes; o Busto do Getúlio Vargas; o Obelisco da Águia, o Busto Dr. Ismael Alonso Y Alonso entre tantos outros. Basta dar uma volta pela cidade e constatar a falta de preservação que nos leva a perder parte da história física da cidade”, disse ele, que pediu para ter seu nome preservado.

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