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Sopro de vida

Eu quero um sopro de vida
Peça a Deus ou em quem você acredita
Um motivo para sonhar

Fazer parte de um mundo curado
Cheio de abraço apertado
Com todos a somar

E perceber em definitivo
Que não somos um número escrito
Mas sentimento e carne a pensar

Somos todos irmãos de fé
Sob mansão ou sapé
Vivendo no mesmo lar

Esse lar maltratado
Doente e mal cuidado
Organismo que precisamos cuidar

Não quero ser doença
Que com ação ou indiferença
Vai o hospedeiro matar

E nesse junho gelado
No cobertor enrolado
Sentir o mundo girar

Todo esse tormento
Cheio de lamento
Se vai quando a primavera chegar

E no verão o acalento
Depois de tanto desalento
Muitas saudades matar

Depois pensar no futuro
Renovar o porto seguro
Eu quero muito desejar

Desejar que nunca se esqueça
Que a lembrança nunca pereça
Daqueles que no coração vão ficar

Olhe para o horizonte
Pois nada mais corresponde
À vida que o Sol a brilhar

Michel Pinto Costa

É Oficial de Promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, em Franca, e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Franca.

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