Saiba o que fazer para evitar fila do pronto-socorro se tiver sintomas gripais
Em meio à epidemia da gripe H3N2 e à explosão de casos de Covid com a variante ômicron, os prontos-socorros públicos (‘Álvaro Azzuz’ e o Infantil) de Franca e privados tem apresentado filas de espera que podem chegar a mais de seis horas. No início de 2022, a demanda por testes e a busca por médicos cresceu de forma exponencial. Só nos PSs e UPAs do município nos últimos 15 dias foram 31.089 mil atendimentos realizados, sendo que, destes, 13.428 com suspeitas de covid-19 ou gripe. Por conta disso algumas mudanças já foram realizadas pela prefeitura como, por exemplo, tornar o PS ‘Álvaro Azzuz’ referência apenas para as síndromes respiratórias. Mas só isso não basta.
Para desafogar as filas de atendimento é preciso que a população também ajude no reconhecimento de sintomas que possam ser tratados em casa. Profissionais da saúde tem orientado que os primeiros sintomas gripais podem ser tratados em casa e, na maioria dos casos, não há necessidade de ir a hospitais. “A maioria dos pacientes que estão procurando são jovens, sem comorbidades, que saem do hospital com receita para Novalgina [dipirona]. Isso não faz sentido”, diz a infectologista Fernanda Maffei. De acordo com Maffei, se o paciente não integrar grupo risco e apresentar um quadro brando é possível tratá-lo em casa.
Nesta quarta-feira, o Hospital e Maternidade São Joaquim/Unimed Franca emitiu uma nota alertando seus usuários para evitar a superlotação de sua unidade de emergência. Segundo a nota, entre o dia 20 de dezembro de 2021 e os primeiros dias de 2022, houve um aumento de 445% na procura por diagnósticos e exames para comprovação dos quadros clínicos relacionados às síndromes gripal e respiratória, muito em razão da pandemia da Covid-19 e do surto de Influenza A H3N2. A confirmação dos casos de infecção por Covid-19 triplicou. No dia 3 de janeiro, o número de atendimentos foi o maior da história da Unidade de Emergência, ultrapassando 900 atendimentos no dia.
Por conta disso, o São Joaquim orientou seus usuários “que a Unidade de Emergência do São Joaquim seja procurada apenas em casos mais graves – febre persistente e falta de ar. A prioridade deve ser a procura por consultórios médicos, canal de telemedicina ou o Unimed Orienta”, diz a nota. O Hospital também tomou medidas para ampliar os atendimentos como o aumento de plantonistas, mudanças de fluxo e novos canais de acesso, além de implantar dois novos espaços (tendas) para coleta de exames e novas contratações de profissionais de enfermagem.
Cuidados em casa
Coriza, dor no corpo e febre são alguns dos sintomas que podem ser ministrados com analgésicos. “Na maioria dos casos [de influenza], são dois ou três dias com sintomas. Recomendo esperar um pouquinho. Se não apresentar falta de ar, pode ficar em casa, não precisa ir para um hospital”, afirma Fernanda Maffei.
Pacientes que buscam o sistema de saúde para realizar testes podem ir a laboratórios e farmácias, que também fazem exames tanto para influenza quanto para Covid-19, indica a infectologista. Nesses locais, no entanto, há custo – com pedido médico, planos de saúde cobrem exames em certos casos. O paciente precisa se informar antes do atendimento.
Maffei afirma que a telemedicina, disponível em alguns convênios, também é uma saída e pode servir para pacientes sanarem dúvidas e explicarem os sintomas durante o atendimento. Ela diz ainda que a procura por ambulatórios deve ser preferencialmente para idosos e pessoas que integram os grupos de risco, caso, por exemplo, de pacientes que têm doenças de base, como asma e bronquite grave.
Os hospitais devem ser buscados se os sintomas permanecerem e, se mesmo medicado, o paciente não apresentar uma melhora clínica entre 24 e 48 horas. Vale ressaltar que a hidratação é muito importante para os pacientes com sintomas gripais. E para evitar a transmissão do vírus para outras pessoas, o doente também deve ser mantido em isolamento social, usar máscara e higienizar as mãos.







