Professores protestam em frente à Secretaria de Educação; Prefeitura diz que Sindicato não compareceu à reunião

Um grupo de professores da rede municipal de Educação de Franca se reuniu em frente à Secretaria Municipal de Educação, na manhã desta quarta-feira, 16, para protestar contra o recente ataque a uma professora, ocorrido no estacionamento da escola Domênico Pugliese, localizada na zona oeste da cidade. Os professores pedem medidas para garantir a segurança dentro das escolas e prevenir futuros incidentes.
A manifestação teve início nas primeiras horas da manhã. Com roupas pretas simbolizando “luto” e portando cartazes com mensagens como “Juntos somos mais fortes, unidos somos melhores”, “Professor lutando também está ensinando” e “Servidores da educação pedem respeito e valorização”, os manifestantes buscaram chamar a atenção das autoridades educacionais para medidas que protejam os profissionais no ambiente escolar.
Em vídeo divulgado em grupos de WhatsApp, o presidente do Sindicato, Fernando Nascimento, reclamou: “estamos aqui na Secretaria da Educação. Tentamos marcar com a Márcia Gatti, ela não quer nos receber… Ela diz em entrevistas que está com as portas abertas, no entanto, estamos aqui, parados em frente à Secretaria, fazendo nosso protesto pacífico. Não é contra a Prefeitura. É um ato contra a violência. Exigindo que a Prefeitura, na pessoa da Márcia Gatti, que é secretária da Educação, nos receba para dialogar, para manifestar o que a Prefeitura está fazendo em relação à segurança nas escolas”.
A Prefeitura, por sua vez, disse, por meio de nota, que “entrou em contato com o Fernando Nascimento, presidente do Sindicato, marcando um encontro com ele e mais 4 representantes, porém não compareceram”. Informou, ainda, que “nenhuma escola ou sala de aula ficou sem atendimento. Algumas tiveram horários flexíveis. De 2500 servidores, estima-se uma média que 150 pessoas compareceram à manifestação”.
O caso da agressão à professora na escola Domênico Pugliese não é um caso isolado, segundo relatos dos professores participantes do protesto. Muitos deles compartilharam histórias de ameaças, intimidações e até mesmo agressões físicas que ocorreram em outras instituições de ensino da cidade.
Enquanto o protesto continua em frente à Secretaria Municipal de Educação, os professores permanecem firmes em suas reivindicações por ações concretas. A resposta das autoridades educacionais a essas demandas cruciais será observada de perto não apenas pelos manifestantes, mas por toda a comunidade escolar de Franca.







