Professor de Franca é pré-candidato do PCB-SP ao Senado

Por Prof. Tito Flávio BelliniPré-candidato
Por que os comunistas participam das eleições? Na história brasileira, os comunistas nunca deixaram de se mobilizar em prol dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, muitas vezes custando vidas de valorosos camaradas. E agora, em um dos piores momentos da história do país, os comunistas não recuaram e não recuarão.
A crise estrutural do capitalismo desde o início do século XXI contou com o agravante de uma pandemia que ceifou mais de meio milhão de vidas de brasileiros e brasileiras devido à uma gestão criminosa, genocida, desastrosa e negligente do atual governo federal.
Todos os países sofreram perdas devido à Covid-19, mas no Brasil sua ação foi mais perversa ao contar com a ausência de políticas públicas de saúde para suportar a alta demanda de casos, falta de leitos e de testes, agravados à inexistência de política de prevenção, uma vez que o governo federal se posicionou contra o distanciamento social, contra as vacinas, contra o uso de máscaras, além de disseminar notícias falsas e incentivar uso de medicamento sem eficácia comprovada e, até mesmo, contra-indicados.
Enquanto o resgate aos bancos veio rápido (1,2 trilhão de reais em março de 2020), os auxílios sociais para garantir condições materiais para a população trabalhadora demoraram a vir e quando vieram foram evidentemente insuficientes. A primeira parcela do auxílio emergencial ocorreu apenas em abril de 2020 com pagamentos de no máximo 600 reais, e isso devido à mobilização social, já que o presidente havia proposto o valor inicial de 200 reais. Com uma gestão genocida, o povo brasileiro morreu doente sem leitos de UTI, obrigado a trabalhar.
Além da Covid, o povo brasileiro sofreu com a tragédia da fome que voltou a assolar o país. Segundo o “Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil”, em 2021 mais da metade das famílias brasileira, ou seja, cerca de 116 milhões pessoas, estavam em situação de insegurança alimentar, com cerca de 20 milhões de pessoas passando fome. As projeções para 2022 eram de piora do cenário e o mais estarrecedor é que os mais afetados são as crianças.
Além desse gravíssimo problema, voltamos a sofrer com a maior inflação dos últimos 20 anos, impactando alimentos essenciais como o arroz, feijão, e o conjunto da cesta básica. Isso é ocasionado, entre outros fatores, pela redução de estoques e de área cultivada de alimentos para expansão da soja, associado ao quadro do aumento ininterrupto e brutal no preço dos combustíveis pela adoção da politica de preços atrelada ao preço internacional do petróleo importado. É como se o Brasil não produzisse uma gota sequer de petróleo. O governo trai o povo trabalhador para favorecer acionistas da Bolsa de Nova York.
O quadro econômico e social é de destruição geral. Mesmo depois de jornadas extenuantes de trabalho a classe trabalhadora brasileira está em situação de miséria. Nos últimos anos houve também uma perda massiva de direitos sociais e piora nas condições de trabalho e dos serviços públicos, agravados com o governo golpista de Temer, com a PEC do Teto de Gastos, com a Contra-Reforma Trabalhista e a Previdenciária. Ataques que se repetiram também em nível estadual, através do governo reacionário do tucanato paulista. Os partidos burgueses e a grande mídia asseguravam que tais medidas renderiam eficiência e aumento de empregos, mas o que observamos foi justamente o contrário: hoje temos 12 milhões de desempregados no país e 40% da força de trabalho se encontra na informalidade.
Segundo o DIEESE, o salário mínimo no Brasil deveria ser de 6.012,18 reais, mas o que temos é um salário de 1.212,00 reais. Ou seja, o povo brasileiro trabalha até o esgotamento, sem direitos e ainda passa fome.
Os comunistas sempre estiveram presentes na organização e mobilização na luta em defesa da classe trabalhadora brasileira, em atos de ruas, greves, movimentos sociais, sindicais e protestos, denunciando e lutando contra a situação de calamidade pública que o país se encontrava e apresentando propostas, projetos, alternativas para o presente e o futuro de nosso país.
Em 2022 não haverá recuo!
A orientação comunista entende o espaço institucional, não como um fim em si, mas uma ferramenta importante de mobilização, educação e organização da classe trabalhadora.
Não há espaço vazio na política, assim permitir que os mesmos políticos defensores da ordem capitalista e do sistema vigente sigam ocupando esses cargos, é permitir a perpetuação dos absurdos e privilégios da classe proprietária capitalista de orientação de extrema direita, beirando ou mesmo assumindo o fascismo.
Além da presença nas ruas e espaços públicos, populares e de trabalho, o PCB – Partido Comunista Brasileiro, se apresentará, mais uma vez, nas eleições, apresentando a crítica aos governos e projetos antinacionais, entreguistas e antipopulares, e apontando as alternativas, um projeto de futuro, onde o centro sejam as pessoas e não os mercados, em que o objetivo seja a garantia da vida, da esperança, e não os lucros de poucos capitalistas. Espaço necessário para a divulgação de ideias que rompam com o atual sistema capitalista e que propague a necessidade da vida em primeiro lugar, da solidariedade, da esperança, ou seja, o socialismo.
Por isso, é com grande ânimo revolucionário que o PCB-SP anuncia sua pré-candidatura ao Senado, tarefa incumbida ao professor Tito Flávio Bellini, trazendo a necessidade de pautar a direção do Brasil para um caminho de riqueza, poesia e esperança, um futuro socialista, pois só assim realizaremos o pleno potencial do país de se tornar, de fato, uma democracia popular.
Por Pão, Trabalho e Terra!
Pelo Poder Popular!

Quem é Tito Flávio Bellini?
Nascido em Santos, Tito Flávio tem 45 anos. Passou a infância em Itanhaém e veio para Franca em 1995 para cursar História na Unesp, onde graduou-se em 1998. Concluiu o mestrado e doutorado em História também pela Unesp-Franca em 2002 e 2013, com pesquisas sobre movimento operário, sindical e a produção industrial calçadista.
Foi professor de Franca na rede pública e professor universitário em faculdades privadas em Cássia/MG, Alterosa/MG, Bebedouro/SP , Batatais/SP, Ituverava/SP e Barretos/SP.
Foi supervisor de estágio do Núcleo Agrário Terra e Raiz (Unesp-Franca), grupo de extensão universitária dedicado à questão agrária, entre 2007 e 2008, em pesquisa sobre Áreas Reformadas na região de Andradina/SP, em convênio com o INCRA.
Ingressou na militância aos 19 anos no Movimento Estudantil, com participação atuante entre 1995 e 2002, tendo sido um dos fundadores da Associação dos Pós- Graduandos da Unesp-Franca.
É professor de História da América do Departamento de História da Universidade Federal do Triângulo
Mineiro – UFTM, desde 2010, tendo sido Coordenador de Departamento, membro do Conselho de Ensino, do Conselho Universitário, Coordenador de Área do Programa Institucional de Iniciação à Docência – PIBID, e coordenador do Núcleo de Estudos Marx e Marxismos – Nemarx.
Foi membro do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico
e Turístico de Franca (Compdephat), e do
primeiro Conselho Municipal do Orçamento Participativo em Franca.
Foi idealizador e um dos fundadores do Instituto Práxis de Educação e Cultura
– Ipra em 2005 e do Cursinho Popular Caio Prado Júnior em 2009. Foi também coordenador do Ponto de Cultura “Pedra no Sapato” e do projeto “Memórias da Resistência”.
Foi um dos fundadores e membro da coordenação da Associação de Defesa das Professoras e Professores da UFTM – Adprou, desde 2018, entidade filiada à Federação Sindical Mundial.
Ingressou no PCB em setembro de 2007, liderando a reorganização do partido em Franca.
Em 2008 foi candidato a prefeito de Franca, e em 2020, a vice-prefeito.
É membro do Comitê Regional de São Paulo do PCB, e da direção do comitê de Franca e Região da Corrente Sindical Unidade Classista.








