Prefeitura luta pra fechar tudo: ‘vivemos uma situação de desastre, não tem outra alternativa’
A Prefeitura recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para manter supermercados, farmácias e indústrias, que foram autorizadas a funcionar durante o lockdown, tivessem que fechar as portas e cumprir as determinações do decreto municipal. Hoje, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, atendeu o pedido e determinou, inicialmente, o fechamento dos supermercados da rede Savegnago e também das farmácias e drogarias associadas à Aprofran (Associação das Farmácias e Drogarias de Franca e Região).
Agora, a Procuradoria Geral do Município, que também entrou com pedido para que todas as outras indústrias e supermercado que conseguiram liminares favoráveis no TJ fechem, aguarda ainda para esta sexta-feira, 04, um aditamento na Suspensão de Segurança que derrube todas as liminares e assim tudo permaneça fechado até o dia 10 de junho.
“Vivemos uma situação de desastre, não tem outra alternativa, precisamos que o lockdown seja respeitado. Foi uma medida necessária recorrer ao STF. Gostaria que a população estivesse cooperando, mas infelizmente não é isso que estamos vendo”, disse o procurador municipal Eduardo Campanaro, responsável pela Procuradoria Geral do Município.
Segundo o procurador, desde que o lockdown entrou em vigor em Franca foram realizados cerca de 100 pedidos de mandado de segurança por parte de empresas que buscavam funcionar mesmo com as regras do decreto municipal.
“Franca hoje vive uma situação de desastre epidemiológico e o lockdown foi a única saída. Na ação que encaminhei ontem para o STF expliquei o desespero que estamos passando e a real situação epidêmica que enfrentamos”, disse.
O procurador informou que entrou diretamente em contato com o STF e pediu para que seja apreciado o pedido de Suspensão de Segurança das liminares das outras empresas que também estão funcionando na cidade. A PGM aguarda ainda para hoje uma resposta. Caso isso não aconteça, existe a possibilidade que o pedido seja apreciado apenas na segunda-feira, 07.
Entre as empresas que ainda não foram contempladas na decisão e devem constar no aditamento estão o Atacadão, que nesta sexta-feira atraiu muitas pessoas e foi alvo de ação da Patrulha Covid, e a Amazonas.






