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O que fazer (e o que não fazer) durante um temporal com inundações

Na noite de domingo passado, 6, uma chuva torrencial fez transbordar córregos, alagou ruas e avenidas, causou transtornos e prejuízos por toda a cidade e ficou marcado com o registro da morte de um jovem de 21 anos arrastado pela correnteza de um córrego que transbordou e passou por cima de estrada arrastando tudo o que estivesse em seu caminho. Apesar de um alerta emitido pela Defesa Civil do Estado de São Paulo para a possível ocorrência de chuvas em grande quantidade, muitos francanos tentaram manter sua rotina de final de semana. Mas, durante o aguaceiro não deu.

Motoristas que tentaram passar por locais alagados com seus veículos enfrentaram pane e ficaram ilhados; motociclistas e entregadores de lanchonetes caindo de suas motocicletas diante de tanta água, um verdadeiro caos. Nessas situações, Defesa Civil alerta para alguns sinais que jamais devem ser ignorados para evitar tragédias. Abaixo, informações relevantes compiladas pelo órgão do Estado para se proteger e ajudar na segurança de outras pessoas.

A inundações, por exemplo, consistem na concentração de águas de chuva devido à ineficiência de absorção pelo solo ou outras formas de escoamento. Algumas causas que contribuem para esse evento são o desmatamento de encostas; assoreamento dos rios; acúmulo de lixo nos bueiros e rios; insuficiência da rede de galerias pluviais; e pavimentação de ruas e construção de calçadas, reduzindo a superfície de infiltração.

Fique alerta:

  • A elevação do nível da água ocorre rapidamente, não se arrisque! Procure um terreno ou andar mais alto;
  • Não ande ou dirija em áreas de inundação. Entrar nas águas pode resultar em ferimentos ou morte.

O que fazer antes:

  • É importante ter definido um lugar seguro onde você e sua família possam se abrigar;
  • Coloque documentos e objetos de valor em sacos plásticos bem fechados e em local protegido.
  • Ao sinal de inundação, deixe móveis, eletrodomésticos, produtos de limpeza e alimentos fora do alcance da água;
  • Desconecte os aparelhos elétricos da tomada;
  • Feche portas e janelas da casa caso seja necessário o abandono, para evitar a entrada de escombros e de animais peçonhentos;
  • Ao evacuar uma residência, feche os registros de gás e água e, se possível, acione a companhia elétrica para desligar a luz do local;
  • Lembre-se de garantir a segurança também dos animais de estimação.

O que fazer durante:

  • Proteja a sua vida, a de seus familiares e amigos indo para um terreno ou um andar mais alto;
  • Evite contato com águas de inundação para não contrair doenças;
  • Não cruze pontes, ruas ou avenidas alagadas. Procure sempre um lugar elevado para estacionar;
  • Águas de inundação são pesadas e violentas. Mesmo que você saiba nadar, não se arrisque em travessias ou brincadeiras. Apenas 15cm de água em movimento podem derrubá-lo, e 30cm de água em movimento são suficientes para arrastar o veículo;
  • Se estiver fora de casa, em um local seguro (escola/empresa), permaneça e avise sua família que está em segurança.

O que fazer depois:

  • Não volte para casa até as águas baixarem e o caminho estar seguro;
  • Tenha cuidado: procure por trincas e estufamento nas paredes, para verificar se sua casa não corre risco de desabar;
  • Remova a lama e o lixo do chão, das paredes, dos móveis e utensílios e lave e desinfete os objetos que tiveram contato com as águas da inundação;
  • Bebidas e alimentos que tiveram contato com as águas da inundação devem ser descartados, pois podem estar contaminados;
  • Não use equipamentos elétricos que tenham sido molhados;
  • Após as águas baixarem, faça a limpeza usando botas e luvas de borracha. Animais peçonhentos podem estar escondidos em sua casa.

Alessandro Macedo

É jornalista e editor da Folha de Franca

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