“Não temos qualquer conexão com os atos em Brasília”, diz dono da Osvaldo Turismo
A vida da família proprietária da Osvaldo Turismo virou de cabeça para baixo na noite desta quarta-feira, 11, após o nome da empresa ser vinculada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, a possíveis apoiadores dos ataques antidemocráticos ocorridos no último domingo, 8, em Brasília.
A empresa figura em uma lista da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e que foi divulgada pelo jornal como um dos ônibus que estiveram na Capital naquele dia. Em entrevista à Folha de Franca, um dos sócios da Osvaldo Turismo, Geanfranderson Talmel de Araújo, alega ter apenas fretado seus veículos para o transporte de passageiros e que não apoiou nem apoia os ataques do fim de semana.
“Somos uma empresa que faz frete de viagens e não temos qualquer conexão com os atos ocorridos em Brasília. É o nosso trabalho transportar pessoas. Não somos coniventes com violência, extremismo ou qualquer ato de vandalismo contra as instituições que lá ocorreram, nem temos ligação com partidos políticos”, disse Geanfranderson.
De acordo com Gean, ele e sua família passaram a ser alvos de ataques e ameaças nas redes sociais e também pelos telefones comerciais da empresa, inclusive pelo Whatsapp. “Não consegui dormir essa noite e fiquei com medo de deixar meu pai na empresa depois de ver a repercussão nas redes”, disse o empresário, que é filho do fundador da empresa Osvaldo de Araújo.
O empresário relata que a reportagem do JN generaliza e acaba por colocar no mesmo lugar quem promoveu os ataques e quem estava trabalhando. Segundo ele, os dois ônibus fretados para levar passageiros a partir de Franca foram contratados por R$ 12 mil cada, mais as despesas de hotel para os motoristas, pois ficariam mais de um dia. Geanfranderson também explica que, apesar de o nome de seu irmão e sócio na Osvaldo Turismo, Jeanfrander Talmel Araújo, figurar como contratante e motorista de um dos ônibus, ele não foi a Brasília.
“No caso da viagem a Brasília, por exemplo, quem foi dirigindo um dos ônibus foi outro irmão nosso, o Gianfransergio. É um procedimento operacional aqui na empresa para que se coloque os contratos no nome do Jeanfrander para agilizar o preenchimento dos documentos. No entanto, temos tudo documentado sobre quem são os contratantes, a negociação, as conversas pelo Whatsapp e os pagamentos realizados por Pix para apresentar à Justiça caso haja necessidade”, diz Gean.
Sobre os valores de R$ 15 mil que a Polícia Rodoviária Federal apresentou à TV Globo e que foram informados como média cobrada para o frente até Brasília, Geanfranderson explica que o valor se refere ao trecho de São Paulo à Capital brasileira. Entre Franca e Brasília a média seria entre 8 e R$ 10 mil, dependendo da negociação. “Cobramos um pouco mais caro desta vez, pois não seria bate-e-volta e teríamos o prejuízo da falta desses dois veículos em nossa frota que tem como prioridade as viagens de compras a São Paulo”, disse o empresário.







