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Moradores de condomínio vendem pizza para pagar individualização de hidrômetro

Os moradores do condomínio Copacabana, considerado um condomínio popular e de baixa renda em Franca, convivem com um problema há anos e agora estão buscando recursos para resolvê-lo. No condomínio com mais de 400 apartamentos, o hidrômetro ainda não é individualizado. Por esse motivo, a conta de água é única e quando chega é rateada entre os apartamentos, independente de quantos moradores residam em cada unidade, o que tem gerado injustiças na cobrança. Para custear as obras necessárias para individualizar os hidrômetros, os condôminos do Copacabana II vão vender pizzas.

Elaine Rocha, síndica do Copacabana II, que é o maior em número de apartamentos – com 174 unidades – detalha os inconvenientes do hidrômetro único. “Para quem vê de fora, pode parecer normal um condomínio ter água conjunta, mas pra gente, de dentro, é uma situação difícil. Recebemos um boleto do condomínio onde é cobrado o valor do condomínio adicionado ao valor da água. As pessoas que atrasam o pagamento desse valor, pagam juros. Com o hidrômetro separado, os juros viriam apenas referente ao valor da água de cada um, em vez de todos se responsabilizarem por algo que não têm culpa. Outra coisa é que aqui contamos com apartamentos em que mora apenas uma pessoa e outros em que moram 5, 6 pessoas. E todos os apartamentos pagam o mesmo valor. Esse é o grande problema do hidrômetro único. Às vezes deixa o sentimento em alguns de estarem sendo lesados”, disse ela.

O condomínio Copacabana é dividido em três, sendo Copacabana I, II e III. Além também do condomínio Bernardino Pucci e do Rubi. No Condomínio Copacabana, são pouco mais de 400 apartamentos, mas um único hidrômetro e a conta de água chega a aproximadamente 40 mil reais mensais. “Existe uma lei municipal que prevê a individualização do hidrômetro pela Sabesp, mas a empresa não faz o procedimento porque existem condôminos com dívidas com a Sabesp. Além disso, os hidrômetros do condomínio não são padrão. Temos que substituí-los para conseguir a individualização”, disse Elaine. “A troca

dos cavaletes está avaliada em 200 reais por apartamento, mas os condôminos não conseguem arcar com esse valor”, disse ela. “Então, estamos nos mobilizando para levantar o valor para custear essa obra. Estamos fazendo a venda de pizzas e, com o dinheiro arrecadado, esperamos conseguir resolver esse problema”, disse a síndica.

A venda de pizza em prol do Copacabana II será realizada até o dia 30 de julho. Cada pizza custa R$ 26 e será entregue no dia 10 de agosto. Quem quiser ajudar, basta entrar em contato com Elaine, pelo telefone (16) 99378-9942.

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