Moradora do Dermínio arranca ponto de ônibus e atrapalha rotina de aluno da Apae

Henrique Donizete Alves é francano e portador de deficiência intelectual. O homem de 50 anos é aluno da Apae, para onde vai todos os dias, acompanhado de sua irmã, Angélica Alves, de 39 anos. Dependentes do transporte público da cidade, os dois sempre pegavam o ônibus nas proximidades de sua casa, mas devido ao fluxo de veículos do local, a empresa São José passou o ponto para um novo endereço, a 500 metros da casa dos irmãos. Apesar de mais distante, os dois seguiram normalmente o uso do coletivo. Até que uma atitude de uma vizinha mudou essa realidade.
O novo ponto usado por Henrique e Angélica fica entre as ruas Imperatriz Carlota Joaquina e Imperatriz Tereza Cristina, no Jardim Dermínio. A marcação da parada do ônibus estava na porta da casa de uma moradora, que incomodada com a situação, arrancou a estaca e arremessou longe. Sem marcação, os ônibus deixaram de parar no local. “Por conta disso, não conseguimos pegar o ônibus e já perdemos dias de interação na Apae, que são fundamentais para meu irmão”, disse Angélica. “O comportamento dessa moradora foi como se ela mandasse em tudo. Arrancou e jogou longe. A gente até tenta comunicar o motorista, mas ele afirma que o local não é um ponto de ônibus, portanto não deve ocorrer parada. A gente se sente impotente, sem voz ativa alguma”, completou Angélica.
A Folha de Franca entrou em contato com a empresa São José que informou que providenciaria uma nova estaca no local de parada.







