Greve de ônibus em Franca completa quatro dias nesta terça-feira, 22
Entrou no quarto dia, nesta terça-feira, 22, a greve dos motoristas da empresa São José, responsável pelo transporte público urbano em Franca. De acordo com o Sindicato dos Motoristas de Franca, o serviço só será retomado quando a empresa pagar os salários atrasados desde o último dia 05 de junho.
Enquanto os ônibus seguem parados, a São José busca na Justiça que ao menos uma frota mínima vá para as ruas. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, até o momento o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) não se manifestou sobre o pedido para que ao menos uma parte dos trabalhadores retomem o trabalho.
A São José alega que não conseguiu efetuar o pagamento dos funcionários pela “falta de recursos pois, se a situação já estava difícil por conta da pandemia, o lockdown de 15 dias (de 27 de maio ao dia 10 deste mês), fez com que a concessionária entrasse em colapso financeiro”. Segundo a empresa, Prefeitura e a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) estavam cientes dos problemas enfrentados pela empresa e que teriam sido agravados pela pandemia e o próprio lockdown. A São José também acusa a administração municipal de “inércia” perante a situação.
Ontem, em nota divulgada à imprensa, a Prefeitura disse que as “medidas de lockdown para o enfrentamento à covid-19 foram necessárias para reduzir e conter a transmissão da doença. A queda brusca nos atendimentos do Pronto -Socorro e de pacientes necessitando de leitos de UTI comprovam os resultados efetivos da medida. Já a relação entre a empresa concessionária e seus colaboradores não compete à Prefeitura”.
Nesta terça-feira, 22, seria votado na Câmara Municipal o projeto que permitia que a Prefeitura comprasse até R$ 1,35 milhão em passes da empresa São José. O projeto, que provocou polêmica desde que foi protocolado, era visto por parte da população e dos vereadores, como uma espécie de subsídio pra a empresa São José. Ciente de que a proposta deveria ser rejeitada – inclusive por parlamentares da base governista – o próprio prefeito Alexandre Ferreira (MDB), antes mesmo da votação, solicitou a retirada do projeto








