Exportações de calçados em Franca tem o melhor resultado desde março de 2020

As exportações de calçados no mês de agosto em Franca alcançaram o melhor resultado desde março de 2020. No mês passado, de acordo com dados do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), a cidade exportou US$ 5,4 milhões de dólares de calçados, enquanto em março de 2020 foram exportados US$ 6 milhões de dólares. O número ainda representa um aumento de 75% quando comparado com o mesmo mês do ano passado, quando a cidade enfrentava o auge da pandemia e foi exportado US$ 3,1 milhões de dólares.
Os dados divulgados pelo Sindifranca mostram ainda que desde o início da pandemia, também em março do ano passado, abril de 2020 registrou o pior resultado nas exportações de calçado em Franca: US$ 1,5 milhão de dólares.
O crescimento nas exportações de calçados francanos vai de encontro aos dados elaborados e divulgados recentemente pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) que apontam para um ritmo de recuperação no setor. Segundo a associação, em agosto foram exportados 9,3 milhões de pares de calçados no Brasil, que geraram US$ 78 milhões, altas de 28,2% em volume e de 34,9% em receita no comparativo com igual mês do ano passado.
Com o resultado, no acumulado de janeiro a agosto, as fábricas de calçados somaram o embarque de 75,2 milhões de pares, que geraram US$ 541,34 milhões, incrementos de 33,4% em volume e de 23,9% em receita na relação com o mesmo período de 2020. “O resultado das exportações de agosto de 2021, em valor, são os melhores desde março de 2020, o que mostra que Franca está acompanhando a recuperação das exportações de calçados sentida no Brasil”, disse José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca.
Os Estados Unidos, assim como acontece no mercado brasileiro em geral, segue sendo o principal destino dos calçados francanos, seguido de Chile, Argentina e Uruguai. “Isso faz com que nossa expectativa de exportações para 2021 cresça para US$ 47,2 milhões, ainda aquém de números de anos anteriores, como em 2019 (foram exportados US$ 68,9 milhões), mas após um ano e meio tão crítico para toda a economia mundial, só podemos ver com bons olhos esses resultados positivos”, completou Brigagão do Couto.
De acordo com o presidente do Sindifranca, entre os motivos apontados para a retomada das exportações podem ser destacados o avanço da vacinação no Brasil e no mundo, principalmente nos Estados Unidos, e a consequente redução das restrições impostas, o que anima os mercados, além do valor do dólar nos últimos tempos.
Mas, apesar do resultado positivo e da retomada do setor, Brigagão do Couto reforçou que ainda é preciso que os governos Estadual e Federal atuem para diminuir a burocracia e reduzir custos que auxiliariam na retomada.
“Nem tudo são flores, tivemos o problema da falta de mão de obra e a escassez de couro, matéria prima fundamental para nossas exportações. Isso pode impactar negativamente a boa demanda que estamos tendo com o mercado internacional. Espera-se que com a retomada de outros setores como o curtumeiro e componentes, tudo contribua para uma escalada do cluster rumo à recuperação”, disse. “Facilitar as exportações, diminuir a burocracia e reduzir os custos alfandegários ajudariam a acelerar esse processo, é o que esperamos do Governo de São Paulo e Federal para podermos enfim respirar um pós-crise”, finalizou.







