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Entidades se unem para alertar a população sobre o golpe do falso advogado

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – subseção de Franca, a Polícia Civil e o Fórum local se uniram para alertar a população sobre um golpe que tem feito vítimas em Franca e em todo o país: o do falso advogado.

A iniciativa, que também contou com o apoio da Câmara Municipal de Franca pretende alertar a população sobre o golpe que tem atingido principalmente idosos, enganados por criminosos que se passam por advogados.

Muitas vezes munidos de informações verídicas sobre processos, como nome completo das partes e dos representantes legais, por exemplo, os bandidos se passam por advogados e entram em contato com as vítimas por meio de ligações ou mensagens de WhatsApp. Durante o contato, os estelionatários prometem resolver pendências judiciais ou acelerar processos já em andamento, cobrando valores indevidos para isso.

De acordo com as autoridades, os golpistas conseguem acessar informações reais de processos, o que dá credibilidade à abordagem. Muitas vítimas acabam realizando transferências via PIX acreditando que estão tratando com profissionais legítimos.

O juiz do Fórum de Franca, José Rodrigues de Arimatéia, explicou que os criminosos utilizam dados públicos para aplicar o golpe e reforçou que nenhum advogado legítimo faz cobranças fora de contrato formal. Ele orientou que qualquer contato suspeito seja desconsiderado e comunicado às autoridades.

De acordo com a presidente da OAB Franca, Luiza Gouvêa, o Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) – ferramenta que pode ajudar a reavir o dinheiro das vítimas em casos de fraude, mas é preciso se prevenir para evitar os golpes.

A orientação geral é que o cidadão nunca realize pagamentos sem confirmar a identidade do advogado envolvido. A OAB mantém canais oficiais que permitem consultar o registro profissional e verificar se o nome é verdadeiro.

O delegado seccional da Polícia Civil, Wanir da Silveira, reforçou a importância das denúncias para o avanço das investigações. Segundo ele, as vítimas podem registrar boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica ou diretamente nos canais oficiais da Polícia Civil. “As denúncias são anônimas e fundamentais para identificar e prender os responsáveis”, afirmou.

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