De Franca a Cristais Paulista: a saga do pequeno beija-flor chamado Juliano

Juliano é estudante do curso de medicina do Uni-Facef. Certo dia, 10 minutos antes de entrar na sala de aula, ele se deparou com um beija-flor caído diante de uma porta de vidro espelhada do campus. Tinha provavelmente se espatifado na vidraça, acidente comum naquele prédio. O ímpeto de Juliano foi o de acolher o pequeno pássaro. Foi o que fez. Cuidou, o alimentou com muito néctar e o manteve aquecido por alguns dias. Ele queria cuidar do bichinho até que ele se recuperasse, mas a rotina de estudos em período integral podia colocar em risco a saúde do pequenino beija-flor.




Juliano pediu, então, ajuda para uma amiga, a professora Raquel Cesário, que mora em uma chácara. Ela podia ser a solução para os seus problemas, mas Raquel, apesar do amor pelos bichos e de ter espaço e árvores, tem também um gato e julgou ser perigoso arriscar (vai que, né?). Ainda assim, Raquel queria ajudar. Mobilizou amigos e veterinários em Sertãozinho e Ribeirão Preto. E como ela faz parte de um grupo engajado em diversas ações e atividades em Franca, o Mulheres do Brasil, acionou suas amigas também para ver se alguém tinha interesse em ajudar.

Encontrou a Florinda Goreti, de Cristais Paulista. Foi Florinda (tinha que ser nome de flor, heim?) que aceitou ficar com o pequeno beija-flor, até que ele se recuperasse e alçasse novos voos. Florinda disse que onde está tem espaço, árvores, natureza e que seria o lugar ideal para o beija-flor se recuperar e ficar livre. Pois, não é que o arranjo foi feito e Juliano, o aspirante a médico, foi até Cristais Paulista para levar até a Florinda o animalzinho? Levou numa pequena caixa o pássaro e o entregou a sua nova tutora. Pelo gesto de tamanha compaixão com o animal e gentileza com ela mesma, Florinda decidiu batizar o beija-flor de Juliano (ou Juliana, se descobrirem que trata-se de uma fêmea).
Assim, o pequeno beija-flor Juliano encerra sua saga de Franca a Cristais Paulista e sua história deu chance de mostrar a lição de empatia, compaixão e cuidado que essas três pessoas demonstraram ter pelo pequeno e indefeso bichinho e, por extesão, por toda a natureza.














Uma história encantadora!!!! Parabéns, Joelma e FF por trazer essas narrativas humanas que revelam os valores que realmente importam.,