Construir pontes para um futuro mais respeito é responsabilidade de todos nós
Reflexões sobre a luta da comunidade LGBTQIA+ e a 27ª Parada da Avenida Paulista
Por Vanessa Alvarenga
É muito interessante perceber o movimento social dando voz as pessoas e suas causas.
Uma caminhada talvez um pouco lenta teve início e continua avançando rumo à informação, inclusão e respeito à diversidade de gênero.
Tão importante quanto colocar mais de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista, na 27° Parada LGBTQIA+, é a responsabilidade que cada um de nós temos em construir pontes para um presente e um futuro respeitoso.
Sem lugar de fala por não pertencer à comunidade LGBT+, e com o coração aliado da causa, acredito que novas narrativas precisam vir de dentro das áreas da saúde, religião e educação.
Aquele profissional que acolhe uma gestante e seus familiares durante 9 meses, pode ampliar seus cuidados entregando mais informação sobre a diversidade de gênero.
As religiões também podem anunciar um Criador mais amoroso e justo e menos punitivo.
Na educação, quem são as pessoas que de fato necessitam de inclusão? Ao que me parece, a Comunidade LGBT+ já está dentro do movimento, correndo atrás de seus direitos, enquanto isso por onde caminha o restante da sociedade?
Lulu Santos já cantou, “Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”
Pode não ser tão rápido, mas foi dada a largada rumo a um novo tempo, de novas conquistas, novas possibilidades, de tempos modernos. “Um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não”.
Vanessa Alvarenga é terapeuta capilar com atuação em Franca. Ela é, também, integrante do Grupo Mulheres do Brasil e muito ativa e combativa nas causas do coração do grupo. Sensível às dificuldades que enfrenta a Comunidade LGBT+, fez questão de prestar apoio presencial a todos os membros, ao participar da 27ª Parada realizada em São Paulo, na última semana. Ela levou consigo uma placa que resume o que pensa: “Ultrassom não te define” (veja a foto). Sua frase, que é tão curta e simples quanto verdadeira e profunda, chamou a atenção. Ela foi fotografada por profissionais da imprensa, apareceu em programas de TV. E, tocada por tudo que viveu e sentiu nos últimas dias, escreveu esse texto para compartilhar suas reflexões com os leitores da Folha de Franca.







