Conheça os homenageados da Medalha de Mérito Literário “Professor Luiz Cruz de Oliveira”

Criada pela Câmara Municipal de Franca em 2009, por meio do Decreto Legislativo nº 558/2009, de autoria do ex-vereador Jépy Pereira, a Medalha de Mérito Literário “Professor Luiz Cruz de Oliveira” é mais do que uma honraria: é um reconhecimento àqueles que dedicam sua vida à literatura e à preservação da memória cultural da cidade.
Destinada a personalidades que contribuem para fortalecer o papel da escrita e da arte como instrumentos de transformação social, a medalha celebra trajetórias que inspiram e deixam marcas profundas na história de Franca. (Sabia mais sobre a medalha e sobre a trajetória de Luiz Cruz de Oliveira aqui).
Nesta edição, cinco homenageados receberão a medalha; são nomes que, cada um à sua maneira, ajudam ou ajudaram a construir pontes entre cultura, conhecimento e comunidade.
Conheça agora um pouco da trajetória dos homenageados e descubra como suas vidas se entrelaçam com a literatura e a memória de nossa cidade.
Biografia – Jane Mahalem

Jane Mahalem nasceu em Cássia, Minas Gerais. É casada com Eduardo Gabriel do Amaral, mãe de Tatiana e Taís e avó de Melissa, Gabriela e Alice.
Professora de Língua Portuguesa, sempre trabalhou com educação de jovens. Fundou a Escola Escreviver, onde ministrou aulas de redação para vestibulares por 15 anos. Foi funcionária pública, lecionando em várias escolas estaduais de Franca e região, e também uma das fundadoras do Colégio Pessoa, escola de Ensino Médio em Franca.
Fez formação em yoga e meditação com grandes mestres da área. Hoje é sócia-proprietária do Espaço Lótus Yoga Franca, onde atua com grupos de yoga e meditação.
Foi cronista do jornal Diário da Franca de 1982 a 1990 e, posteriormente, passou a escrever crônicas e ensaios para o jornal Comércio da Franca, publicadas no caderno Nossas Letras.
É uma das fundadoras e membro da Academia Francana de Letras. Publicou os livros: Fresta (1984), Cantos d’Alma (1997) e Sagrado Vazio (2019).
Biografia – José Lourenço Alves

José Lourenço Alves, 61 anos, é promotor de justiça aposentado, especialista em Inteligência de Segurança Pública, mestre em Desenvolvimento Regional e doutor em Promoção de Saúde. É pesquisador do NEPPS “Elza de Andrade Oliveira” e membro da Academia Francana de Letras, entidade que presidiu entre 2021 e 2023.
Publicou os livros: Compromisso e Realidade (2007), Nas Entrelinhas (2011), Liberdade – uma estória (2013), iSOLados e reunIDOs (2022), Liberdade de Expressão (2023) e A Casa sobre Rocha (romance, 2025).
É também compositor e escreve variedades em prosa e verso, que podem ser acessadas em sua página no Facebook.
Biografia – Luís Henrique Borba Cunha

Luís Henrique Borba Cunha nasceu em Franca (SP), em 17 de julho de 1964. Casado com a empresária e escritora Adriana Mendonça, é pai de Caio e Carolina, padrasto de Júlia e avô de Arthur.
Empresário com formação em Engenharia Química pela Universidade Federal de Uberlândia, colaborou com crônicas na seção Nossas Letras do extinto jornal Comércio da Franca e também escreveu para a revista Enfoque.
Publicou os livros: Palavras D’Água (contos, 2002), Viajando-me (crônicas de viagem, 2003), Devir (contos, 2005) e Vento do Tempo (romance, 2007). Tem inéditos os romances Por que te traí; Nas águas, a Água; Boa noite, que amanhece; Aurora de um dia eterno; além do livro de contos Fome.
Frase do autor: “A literatura é companheira que ajuda a tornar seu mundo menos inacabado.”
Biografia – Marlene Becker

Marlene Becker nasceu em Pedregulho. Reside na cidade de Franca desde 1992 e foi conquistada pela gente acolhedora, simpática e generosa desta cidade. É membro honorária da Academia Francana de Letras, onde encontrou pessoas que se tornaram balizas para ela e marcaram sua vida com a força da amizade sincera, da solidariedade e da alegria de caminhar juntos.
Durante sua jornada literária escreveu: Momentos (poesias); Os Ratos (contos); São Jorge na Lua (poesias); Drummond (ensaio); Ambivalências (poesias); Algemas Veladas (contos); além da participação em Franca Antologia, volumes I e II (contos).
É pedagoga, psicopedagoga, mestre em Ciências e Práticas Educativas pela Universidade de Franca e especialista em Filosofia da Educação. Atuou como professora e como chefe da Divisão do Ensino Fundamental da SME de Franca-SP. Sua biografia está incluída no Guia dos Escritores Brasileiros (1997 – ABNL), no livro Esboço da Literatura Francana de Luiz Cruz de Oliveira (2005) e em Memórias da Academia Francana de Letras de Ivani de Lourdes Marchesi e Perpétua Amorim (2017).
Sente-se feita de substantivos, adjetivos, noites, sóis, olhares, verbos, folhas secas, saudades e advérbios. Cercada de carinho e afeto, espalha-se por caminhos de pedra e de algodão. Agradece a todos os que lhe mostraram a sabedoria das coisas simples, a importância das amizades, a brevidade da vida e sua grandiosidade e beleza.
Biografia – Josaphat Guimarães França (in memoriam)

Josaphat Guimarães França nasceu em 19 de julho de 1912, na cidade mineira de Araxá. Aos 13 anos transferiu-se para Franca.
Cursou Contabilidade no Ateneu Francano e frequentou o curso de aperfeiçoamento do professor João Tretini Zíler, do qual nasceu o Centro Educacional Rui Barbosa, presidido por Josaphat.
Seus primeiros trabalhos escritos foram publicados na Gazeta do Ateneu, Tribuna da Franca e Diário da Tarde. Em 1936, ingressou por concurso na Rádio Clube Hertz. Como jornalista, colaborou também com o jornal Comércio da Franca. Em 1938 mudou-se para Igaçaba, sem interromper suas colaborações.
Em 1953 transferiu-se para Ribeirão Preto, onde colaborou em diversos jornais, inclusive profissionalmente no Diário da Manhã. Atuou também na Rádio Brasiliense por quatro anos.
Como poeta francano de coração, levou o nome da cidade até a Academia Ribeirão-Pretana de Letras, onde, em concurso nacional julgado pela Academia Brasileira de Letras, classificou-se em primeiro lugar com o livro de poesias O Pincel Daltônico. Num segundo concurso, julgado pela Academia Paulista, recebeu menção honrosa com o livro Profissão de Abismo. A grande láurea viria em outro concurso nacional promovido pela União Brasileira de Escritores, quando ganhou, por unanimidade, o primeiro lugar com o livro de poemas A Solidão Povoada. A entrega aconteceu no Rio de Janeiro, na Academia Brasileira de Letras, pelas mãos do próprio presidente, em noite de gala.
No Correio de Araxá publicou mais de duzentos trabalhos. Por quase vinte anos escreveu para o Diário da Franca e deixou prontos para publicação livros de crônicas, contos e poesias, como Arquipélago das Rimas, Seixos do Meu Riacho, A Seta e o Alvo, A Escadaria Acesa, O Sonho do Semeador e A Gota d’Água.
Foi sócio correspondente da Academia Ribeirão-Pretana de Letras, pertenceu à Academia Araxaense de Letras e foi um dos fundadores da Academia Francana de Letras, da qual era presidente quando faleceu.
Este é o resumo da vida intelectual de um poeta maior, nascido em Araxá, mas que adotou Franca como sua segunda mãe desde tenra idade. Aqui se notabilizou por levar o nome da cidade das três colinas a outras plagas, recebendo o título de “Cidadão Francano”. Se existe hoje alguma poeira deixada pelas solas de um sapato francano na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, com certeza foi deixada pelos passos humildes e grandiosos de Josaphat Guimarães França.






[email protected] Parabéns Joelma, jornalista nata, suas palavras ganham luz e brilham no entendimento e na compreensão. Gratidão pela matéria elucidativa…