Comissão de Transplantes da Santa Casa faz captação e doação de múltiplos órgãos

A Santa Casa de Franca realizou nesta quinta-feira, 27, a captação de órgãos de paciente com morte encefálica. A ação foi devidamente autorizada pelos familiares. Graças à consciência destes familiares, sabendo que os órgãos de seu ente querido poderiam salvar outras vidas humanas, foram captados para doação o coração, fígado, rins e córneas da pessoa doadora. Os trabalhos foram realizados por profissionais do Incor de São Paulo e do Hospital das Clinicas Ribeirão Preto com o apoio da Comissão de Transplantes da Santa Casa.
A Comissão de Transplantes atuou todo o tempo junto à família, oferecendo apoio humano durante o processo de identificação e notificação do óbito – e sobre os detalhes que envolvem a autorização para a doação dos órgãos – prezando pela total transparência em todas as etapas, para que os familiares ficassem livres e seguros para sua tomada de decisão, fosse ela negativa ou positiva.
Os médicos chegaram na manhã desta sexta-feira, em vôo da FAB e realizaram as cirurgias para retirada dos órgãos – que se estenderam ao longo do dia – finalmente sendo transportados para as cidades onde os pacientes já aguardavam para serem transplantados.

O médico Eduardo Migani Teixeira, coordenador da CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes) da Santa Casa agradeceu a presença dos profissionais das equipes do Incor e do hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Na saída da UTI Móvel transportando os órgãos doados, a equipe da entidade fez uma singela homenagem à doadora, se despedindo e agradecendo pelas vidas que serão salvas.
O presidente do Grupo Santa Casa de Franca, Tony Graciano, falou: “É impossível não nos entristecermos quando uma vida se vai, mas por outro lado surge um sentimento de esperança pelas outras vidas que serão salvas por meio da doação desses órgãos, que só foi possível graças à generosidade dos familiares do doador, que mesmo em um momento de sofrimento pela perda, autorizaram a captação dos órgãos – que de certa maneira permite que seu ente continue vivo através de outros seres humanos. Nossos mais profundos sentimentos aos familiares e em nome dos pacientes que irão sobreviver, a nossa eterna gratidão”, concluiu.







