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Comerciantes populares pedem auxílio dos vereadores por mais prazo para regularização

Um grupo de comerciantes que atuam no Mercado Popular de Franca esteve na Câmara Municipal na manhã desta terça-feira, 9, em busca de apoio dos vereadores para que a Prefeitura forneça mais prazo para aqueles que precisam se regularizar. Na semana passada, em uma etapa do programa “Venda Legal”, fiscais da Vigilância Sanitária estiveram nas barracas que funcionam na praça do Itaú e Nove de Julho para confirmar se a documentação de cada um dos comerciantes estavam regularizadas. Dos 116 cadastrados, 85 estavam regulares e outros 31 estavam irregulares e receberam o prazo de 30 dias para a regularização.

Um representante do grupo, Rafael Mendonça Cunha, usou a tribuna livre e, em nome de todos, pediu apoio dos vereadores para que seja ampliado o prazo para a regularização.
“A Prefeitura, através da Vigilância Sanitária, vem realizando fiscalizações no Mercado Popular Urbano. Vem sendo veiculado que deveríamos buscar a regularização, mas não é isso que tem acontecido lá (Vigilância). A gente vai e faz o protocolo, leva todos os documentos, porém chega lá e é barrado. Todos os pedidos foram indeferidos. Mas o prefeito fez um slogan na campanha que ia regularizar”, disse Cunha.

O comerciante ainda falou que na semana passada os fiscais retiraram algumas barracas do Mercado Popular Urbano. Rafael Cunha, que estava acompanhado de outros comerciantes, denunciou que o prazo concedido pela vigilância não tem sido respeitado e que os empresários estão sofrendo com a apreensão de suas mercadorias.
“Eu não quero ficar na fila da ação social para pedir uma cesta básica. Eu não quero isso. Eu quero trabalhar. É o meu direito que estou buscando”, disse. “Se ele prometeu regularização, eu quero essa regularização. Eu não quero ficar sem pagar nada de nossos impostos. Simplesmente eu quero isso, o direito do trabalho”, exaltou.

O vereador Gilson Pelizaro (PT) criticou a diferença com que o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) trata os grandes e os pequenos comerciantes da cidade. “O que estou percebendo é que para uns é tchuchuca (Acif) e para outros é tigrão (comerciantes). Para tratar com os mercadores é tigrão, é lei. Para outros é abrandar, resolver, financiar, pagar, tirar dinheiro público. Eu não vi dificuldade da Associação Comercial estabelecer contato com o prefeito, receber recursos públicos”, disse o petista em referência ao projeto que autorizou o repasse de R$ 960 mil para a iluminação de Natal neste ano.

Os vereadores Donizete da Farmácia (MDB), que é do mesmo partido do prefeito, Marcelo Tidy (DEM), Zezinho Cabeleireiro (PP), Della Motta (PODE) e Claudinei da Rocha (MDB), presidente da Câmara, também defenderam um prazo maior para a regularização das documentações e pediram mais sensibilidade com a situação. O prazo para a regularização, segundo Rafael Cunha, vence no dia 5 de dezembro, apenas 20 dias antes do Natal.

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