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Com fortes dores abdominais, auxiliar de floricultura é mais um na fila por vaga na Santa Casa

O jovem Leonardo Henrique Silva, 27 anos, recém contratado de uma floricultura de Franca, é mais um na longa e exaustiva fila de espera por uma vaga de internação da Santa Casa de Franca. O jovem de 27 anos se envolveu em um acidente de motocicleta com outro motociclista na sexta-feira, 1º de julho, e, desde então, aguarda para ser transferido. Com fortes dores abdominais e na região genital, Leonardo recebeu o diagnóstico de que não há fratura no local. Mas, encaminhado para internação pelo médico que o atendeu para exames mais detalhados e acompanhamento por um cirurgião especialista, ele aguarda sua transferência pelo segundo dia no Pronto-Socorro Dr. Álvaro Azzuz. As doses de fortes analgésicos, como o Tramadol, segundo ele, tornam a espera menos dolorida.

Leonardo conta que se acidentou na Avenida Brasil. Um outro motociclista colidiu contra sua moto de trabalho. De acordo com ele, tanto o motociclista quanto a empresa em que trabalha estão dando o apoio necessário até o momento. Mas sua preocupação é quanto à possíveis lesões internas causadas pelo acidente. “Fiquei com muitas dores fortes na barriga e na região dos testículos. Hoje com os medicamentos estou com menos dor, mas como o médico me encaminhou ara um cirurgião para avaliação não sei a gravidade da situação e estou aguardando”, disse o jovem.

Leonardo afirma que há problemas com o atendimento do PS. “Estou muito bem atendido aqui. Se me queixo de dores sou medicado e a alimentação é ótima. Só que estou há quase três dias aqui esperando a transferência e não há menção de que isso vá ocorrer tão cedo”, disse.

O jovem relata perceber a transferência mais rápida de casos urgentes como o de pessoas com ossos quebrados, por exemplo, mas espera um desfecho mais rápido para o seu caso também. “Tenho mulher e um filho de 4 anos que depende de mim. Preciso de uma definição sobre meu estado para poder voltar a trabalhar”, disse Leonardo.

Alessandro Macedo

É jornalista e editor da Folha de Franca

Um Comentário

  1. Eu trabalho com esse guerreiro.foi eu quem levou ele no PS,no acolhimento ele foi muito bem tratado.Porem na hora de ser atendido por duas médicas elas o negaram,alegando não ser nada urgente o caso dele,só apenas na terceira tentativa foi um médico masculino que deu todo apoio.indiguinacao pelo ocorrido e pela demora em um exame mais minuciso

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