Caminhoneiro é condenado a 15 anos de prisão após tentar matar a ex em estacionamento
O caminhoneiro Donizete Luiz de Pádua foi condenado a 15 anos de prisão por atirar e atropelar na ex-namorada Juliana Proença Ferreira. O crime aconteceu em abril de 2017, no estacionamento de um supermercado no Jardim Redentor, zona Norte de Franca, e chocou a cidade. O caminhoneiro foi a júri popular na manhã desta quinta-feira, 28.
A sentença do juiz Paulo Sérgio Jorge Filho foi dada já no período da tarde após mais de três horas de júri. O caminhoneiro foi condenado por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por dificultar a defesa da vítima e crueldade, além da tentativa de homicídio contra outra mulher que acabou sendo atingida por um tiro. No caso do crime de feminicídio, que era proposto pela Promotoria, ele foi inocentado.
Donizete estava preso preventivamente desde maio de 2017 quando se entregou à Polícia depois de um período foragido.
O advogado de defesa afirmou que deve recorrer da decisão. Já o promotor considerou a sentença justa, apesar do crime por feminicídio ter sido excluído.
Logo após a condenação o caminhoneiro voltou para a cadeia, onde deve seguir cumprindo a pena.
O CRIME
Em abril de 2017, o caminhoneiro Donizete Luiz de Pádua atirou seis vezes a queima-roupa contra a ex-namorada com quem tinha mantido um relacionamento por 20 anos. Segundo a vítima, que sobreviveu, ela foi ao supermercado encontrar o ex que teria dito que sairia da cidade. Ele não aceitava o fim do relacionamento.
Além de atirar diversas vezes contra a ex, o caminhoneiro atropelou Juliana Ferreira, que na época tinha 37 anos. Ele ainda tentou atropelar a mulher mais uma vez, mas clientes do supermercado retiraram Juliana do local.
As câmeras de segurança do estabelecimento registraram a ação. Juliana ficou internada por vários dias na Santa Casa de Franca, mas sobreviveu. A outra mulher atingida, uma empresária que era cliente do local, também sobreviveu.
Pádua, em depoimento, alegou legitima defesa e informou que teria sido agredido pela ex e por um homem que a acompanhava no dia do crime.







