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Apesar de ameaça de greve, motoristas da São José trabalham normalmente

Os motoristas da São José, empresa responsável pelo transporte público em Franca, estão trabalhando normalmente nesta quinta-feira, 13. Ontem, 12, os profissionais ameaçaram começar uma greve devido ao atraso no pagamento dos salários. A greve foi suspensa depois de uma reunião entre a Empresa São José, a Emdef (Empresa Municipal para Desenvolvimento de Franca) e o Sindicato dos Motoristas. Durante o encontro, a empresa se comprometeu a pagar metade dos salários nesta quinta-feira e a outra metade até o próximo dia 19. Com esse acordo, os ônibus estão circulando normalmente hoje.

“Seria um grande problema se os ônibus parassem. Infelizmente dependemos do serviço para chegar até o trabalho. Entendo que é um direito dos motoristas ter seus salários em dia, mas isso quem deve garantir é a São José e a Prefeitura, a população não pode ser prejudicada”, disse o porteiro Cléber Barbosa, de 45 anos. A doméstica Helena Alves, de 48 anos, também comemorou a suspensão da greve. “Estava preocupada em como chegar até o trabalho. Como é longe de onde moro, acabaria gastando bem mais indo com um aplicativo do que com o ônibus”, disse.
Os atrasos nos salários dos motoristas, de acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas, Geraldo Xavier de Almeida, o Geraldinho, se agravou nos últimos meses.

Em nota, a Empresa São José confirmou que está operando com dificuldades agravadas pela pandemia, já que o número de passageiros caiu. A empresa ainda afirma que a não realização dos reajustes anuais durante o governo do ex-prefeito Gilson de Souza (DEM) agravou a situação. Ainda segundo a empresa, o contrato atual com a Prefeitura, que durante a gestão do ex-prefeito foi renovado por mais dez anos, diz que a administração municipal é responsável por manter o equilíbrio financeiro dos serviços.

A empresa alega que somente referente ao mês de março teve um déficit de mais de R$ 1,2 milhão para manter os ônibus nas ruas de Franca quando considerado a receita arrecadada com a venda de passagens e o custo operacional.
A reportagem da Folha de Franca entrou em contato com a Prefeitura ontem, 12, em busca de um posicionamento sobre a atual situação da São José, mas até o momento não houve retorno.

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