Advogado da médica do caso de atestado falso vai pedir CEI para investigar outros profissionais
O advogado responsável pela defesa da médica Taísa Borges Flores, de 36 anos, que, segundo denúncia feita em matéria publicada pelo Portal GCN, na última sexta-feira, 11, teria oferecido atestados falsos para que pacientes sem comorbidades pudessem receber a vacina contra a covid-19, afirmou que pedirá à Câmara Municipal de Franca a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Investigação) para que além dos laudos emitidos pela médica, os laudos dos pacientes de todos os outros médicos também sejam analisados.
O repórter conseguiu, através do WhatsApp, um laudo para se vacinar assinado pela médica. O texto diz que “durante a conversa com a médica, o repórter foi explícito em afirmar que não tinha comorbidades”. Prints da conversa com a médica publicados na mesma matéria mostram que o repórter teria conseguido o laudo após pagar R$ 100. A matéria traz, também, um print do laudo em receita timbrada com o nome da médica.
Em entrevista à Folha de Franca, o advogado Reginaldo Carvalho, responsável pela defesa de Taísa Flores, disse que vai entrar em contato com a Câmara Municipal e pedir para que seja aberta uma CEI para que todos os fatos sejam esclarecidos. “Não existe nenhum laudo que ela tenha emitido que a pessoa não tinha comorbidade, tudo que ela fez foi dentro da legalidade e baseado na atuação da telemedicina. Só que agora vamos pedir para instaurar e apurar todos os laudos dos demais médicos”, disse ele.
Segundo o advogado, que realizará uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, 17, mas adiantou as informações à Folha de Franca, a médica fez entre 6 e 10 laudos para pessoas se vacinarem. Segundo ele, todos os pacientes possuíam comorbidades.
“Como disse, pedirei para instaurar a CEI, para avaliar a conduta de todos os médicos, além de pedir para que seja periciado o celular do repórter, assim como as mensagens divulgadas. Queremos uma investigação completa dos fatos”, explicou. “A médica se declara inocente e só forneceu o laudo por trabalhar com telemedicina. Ela perdeu os dois empregos que tinha na rede privada, mas segue trabalhando na Prefeitura. Todos os laudos feitos por ela foram para pacientes com comorbidades”, finalizou o advogado.
INVESTIGAÇÃO
Em nota, a Prefeitura informou que “tem adotado algumas medidas para responsabilizar possíveis infratores ou falsificadores de receitas e laudos, como, por exemplo, a retenção de cópia dos mesmos. Assim, será possível municiar os órgãos de fiscalização profissional, o Ministério Público e a Polícia, caso, alguma denúncia seja confirmada. No serviço público, presume-se sempre a boa fé e a veracidade das informações apresentadas, comprovadas por meio de documentos médicos”.
A administração municipal, através da assessoria de comunicação, informou ainda que “o procedimento relatado foi feito de forma particular pela médica. A conduta da profissional precisa ser apurada pelo respectivo conselho de classe. A Prefeitura abriu uma sindicância para acompanhar o caso”.
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) informou que investiga o caso em sigilo e a Polícia Civil também instaurou um inquérito para apurar o caso.







Triste! Em meio de tanta tristeza, mais essa! Vamos aguardar as investigações e não criar muitas expectativas, porque afinal, tem gente para tudo
Triste! Em meio a uma situação tão grave, mais essa! Vamos aguardar o desdobramento do caso, sem fazer julgamentos prévios, mas também sem criar muitas expectativas quanto a inocência da profissional. Já aconteceu em outros locais, mesmo parecendo a muitos um absurdo.