Três Agás

Deus cuida de você
Hoje é dia de louvar, bendizer e adorar ao Senhor Deus.
Foi convidado para levar uma Palavra para a igreja. Aceitou a incumbência.
No domingo, geralmente, dedicam-se os cultos à família. Oh, glória.
Estava no quarto ano do Século Vinte.
Você que me segue, sou capaz de apostar, nem existia. Fisicamente, anoto.
Sua concepção fora da madre de sua madre – em espanhol uma destas, para declinar o carinho pelos imigrantes do país das touradas, o segundo maior da Europa Ocidental – constava dos planos d’Aquele que tudo pode e sabe. Apenas nessa instância inatingível por empresas e recursos inventados por homens.
O quarentão Walter Stillman Martin, logo cedo, como pastor, em oração e em ação, preparava, com zelo, o sermão daquela noite em Lestershire, provável pequena cidade de um dos cinco condados de Nova York. Estava ali, dado o seu ministério itinerante, havia pouco tempo, algumas semanas apenas.

Não era pessoalmente conhecido. Amigos, se os tinha, desconhecia.
Sua esposa e o filho eram o seu porto seguro e família; e a presença de Deus! Pra quê mais!
Dentre as suas missões, naquelas paragens americanas, cabia ao reverendo batista colaborar na preparação de um hinário que, logo mais, surgiria como Canções de Redenção e Louvor, na parceria prolífera com o também pastor John Adelbert Davis, menino de Deus, de trinta e três anos.
Todavia, sua atenção estava totalmente voltada para a entrega de um sermão, de uma palavra de vida e de vida com abundância na igreja referida. Todos o aguardavam na noite do distante domingo de 1904.
O inesperado está aqui e aí para testar a nossa fé. Concorda? Se não concorda, ele permanece de plantão para nos surpreender, e, muitas das vezes, pregar peças de carga emocional que nos abate, derruba, balança e renova, em nome de Jesus.
Com o ativo Pastor Stillman não foi diferente.
Enquanto se dedicava ao que a seara evangelística lhe cobrava, sua esposa, adoentada, teve uma piora preocupante. Seus últimos dias estavam sendo na cama.
O ímpeto natural foi o de avisar a igreja em que pregaria que, diante do delicado estado de saúde da irmã e mulher Civilla Durfee Martin, tinha que cancelar sua ida para ficar em casa, a cuidar da sua amada canadense e companheira inseparável de suas obras e projetos evangélicos.
O agir divino não depende de linha, sinais, conexões, de interfaces. Aparece como e por meio de quem parece mais apropriado e efetivo: o filho do casal, criança de nove aninhos, interrompeu o pai Walter Martin que ia decidido para pegar o telefone e, chateado, fazer o comunicado que não estava no contexto dos apontamentos e roteiros de sua mensagem aos irmãos de Lestershire.
“Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.[i]”
Não, o pregador da noite não sabia de onde emanaria a voz de Deus, mesmo certo de que em sua casa ele não aconselharia a si mesmo; sua amada havia tido agravamento das doenças. O filho, era uma criança!
Acontece que Davi estava esquecido. Os pastos eram o seu melhor recanto. Seus melhores amigos eram as ovelhas que pastoreava!
“Não acha, pai, que Deus quer que o senhor pregue ainda hoje?, asseverou e advertiu o seu rebento.
Ministro de Deus experimentado, temente, mal pode ouvir a sequência da ordem que vinha dos céus pela inocência curadora do garoto:
“Ele (Deus) cuidará de mamãe enquanto o senhor estiver ausente.”
Convicto que era Deus falando consigo, cercando-lhe e à sua esposa de cuidados extremos de piedade, manteve o compromisso.
No púlpito, foi instrumento de conversão e de testificação de tantos presentes no culto se entregando a Jesus como o seu Salvador. No seu lar, o seu Davizinho vencia o Golias das enfermidades que prostravam a sua mãezinha adorada, que vivia o Evangelho de todo o seu coração.
Preparem-se para esta:
– ao chegar em casa, uma dupla maravilha: a) Civilla está recuperada; e, b) a mesma mulher saiu do leito e lhe deu, em mãos, a poesia que lhe chegara no possível suor da tarde, a certificar a transpiração da inspiração, saída das palavras alentadoras do seu filho: “Ele cuidará de mamãe …”
Um órgão o aguardava no seu alojamento. O que faltava para revestir os versos líricos de canção?
É bom que escute o que deu essa composição de casal, puxado pelos fios da esperança do filho amoroso.
Vai!
Dá um play:
Hino 04 – Harpa Cristã – Deus Velará Por Ti – YouTub
A letra é esta:
DEUS VELARÁ POR TI
Não desanimes, Deus proverá
Deus velará por ti
Sob Suas asas te acolherá
Deus velará por ti
Deus cuidará de ti
No teu viver, no teu sofrer
Seu olhar te acompanhará
Deus velará por ti
Se o coração palpitar de dor
Deus velará por ti
Tu já provaste Seu terno amor
Deus velará por ti
Nos desalentos, nas provações
Deus velará por ti
Lembra-te d’Ele nas tentações
Deus velará por ti
Tudo o que pedes, Ele fará
Deus velará por ti
E o que precisas, não negará
Deus velará por ti
Como estiveres, não temas, vem
Deus velará por ti
Ele te entende e te ama bem
Deus velará por ti
Do quê você está precisando, Deus sabe.
Tem vergonha de confessar as suas faltas, decepções, revoltas, os nãos que tem ouvido, o abandono, o seu esgotamento, os seus pecados. Um fiapo de temor está nessa alma, criatura.
Tem jeito, sim!
Deus cuidará de ti!
Até à Parte 3, destes Três Agás, nesta sua ESTAÇÃO GOSPEL de Franca.
Amém?
por Théo Maia
[i] Salmos 139:4







