Francano tem interesse em votar em candidatos locais, revela levantamento

A 4 dias para as eleições do dia 2 de outubro, o momento para o francano definir em quais candidatos ou candidatas vai depositar sua esperança para conduzir as propostas regionais na Assembleia Legislativa de São Paulo ou na Câmara dos Deputados está em contagem regressiva. Apesar de candidatos considerados “forasteiros” historicamente obterem votos na cidade, um levantamento exclusivo realizado em agosto pela empresa Datalink – Pesquisa de Mercado e Opinião revela que os francanos apostam em “pratas da casa” e a grande maioria deve, sim, votar em candidatos locais.
De acordo com o levantamento, 69,5% dos eleitores locais pretendem dar um voto de confiança para candidatos apresentados em Franca que concorrem a uma vaga de deputado federal. A sondagem, segundo Raphael Ferreira de Barros Filho, diretor do Datalink, demonstra o interesse legítimo em representação política local pelo francano. “Resta aos candidatos o trabalho de convencimento”, disse Raphael.
Ainda sobre candidatos à Câmara, em agosto, 7% dos entrevistados se disseram dispostos a votar em candidatos de outras regiões, 5,3% pretendem anular o voto e 18,2% responderam que não sabiam, ou seja, ainda não haviam definido em quem votar para deputado federal. “Se os dados se confirmarem ainda, trata-se de uma oportunidade de ouro para os candidatos locais de ‘perseguir’ estes indecisos e, quem sabe, garantir uma vaga no Congresso”, disse Théo Maia, diretor da Folha de Franca.
A pergunta para o levantamento levou em consideração os mais de 4 mil candidatos de várias regiões do Estado que concorrerão este ano à Câmara dos Deputados e à Assembleia.
No caso da escolha a candidatos ou candidatas para a Alesp, o resultado é ainda melhor para os candidatos da cidade, pois é maior o número de francanos que demonstram estar dispostos a apostar em postulantes de Franca ou da região. Pelo menos 71,8% dos eleitores disseram pretender votar em candidatos de Franca, 5% devem escolher candidatos ou candidatas de outras regiões, 6% pretendem anular o voto e 17,2% não sabiam em quem votar para deputado estadual.
“Trata-se de uma eleição com um número grande de candidatos e que deve ser trabalhada de forma mais próxima ao eleitor. Quem começou a formar sua base lá atrás, com antecedência, criando vínculos e trabalhando por seu eleitorado terá mais chances de puxar votos e conquistar estes indecisos agora, na reta final. Mas, política é uma caixinha de surpresas”, disse Joelma Ospedal, diretora da Folha de Franca.







