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Procon-SP e Facebook se encontram para discutir mudanças no Whatsapp

A pauta do encontro foi a mudança da política de privacidade do Whatsapp; empresa será notificada a dar mais informações

A reunião aconteceu no último dia 22/04 com representantes do Facebook para discutir sobre a atualização das políticas de privacidade do Whatsapp que acontecerá a partir do dia 15 de maio, o Procon-SP notificará a empresa a explicar algumas questões. No encontro, que aconteceu virtualmente, o diretor do Procon-SP, Fernando Capez, questionou aos representantes da empresa que detém a rede social Whatsapp sobre diversos pontos como autorizações do usuário, se a mudança será para todos, as limitações para que não aceitar e autorizar as modificações, entre outros.

Embora tenha sido explicado pelos representantes da rede social varias questões, o Procon-SP entende que há dúvidas pendentes e que necessitam de outros esclarecimentos. “As perguntas que fazemos para a empresa são importantes para esclarecer qual será a mudança em termos de perda de garantias de sigilo e privacidade”, argumenta o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.

Na notificação, o Procon-SP irá pedir ainda que a empresa informe que tipo de aviso de caráter preventivo planeja fazer para os usuários das contas Whatsapp business. Se será possível que a conta de Whatsapp business seja compartilhada com o Facebook enquanto prestador de serviço; e se, no caso de compartilhamento dos dados para o Facebook atuar como prestador de serviço, será autorizado acesso ao histórico de dados anterior ao dia 15 de maio sem que haja consentimento expresso do usuário.

Por fim, o Procon-SP questionará a razão pela qual a empresa não mantém a política de privacidade que já está em vigor para os atuais usuários em contas interpessoais e cria uma política especificamente para aqueles que querem usar o Whatsapp business. “Também queremos saber por qual motivo na União Europeia e Inglaterra foi criada uma plataforma específica para a utilização desse novo tipo de conta e aqui no Brasil isso não está sendo feito”, afirma o diretor.

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