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Moro diz que ‘manobras jurídicas enterraram’ caso do triplex do Guarujá

Ex-juiz lamentou pedido de arquivamento do caso envolvendo Lula e defendeu que crimes por corrupção não deveriam prescrever

O ex-juiz Sergio Moro lamentou o pedido de arquivamento do caso do triplex do Guarujá, envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por parte do Ministério Público Federal.

Lula chegou a ser condenado por Moro, em 2017, pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva. Porém, em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou a sentença por considerar suspeita a atuação de Moro no caso. Além disso, o STF anulou todas as decisões de Moro nos casos relacionados a Lula, por entender que a competência para julgar os processos não cabia a ele.

Ex-ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro, Moro classificou, pelas redes sociais, a situação como “manobras jurídicas”. E defendeu que crimes por corrupção não deveriam prescrever.

“Manobras jurídicas enterraram de vez o caso do Triplex de Lula, acusado na Lava Jato. Crimes de corrupção deveriam ser imprescritíveis, pois o dano causado à sociedade, que morre por falta de saúde adequada, que não avança na educação, jamais poderá ser reparado”, publicou Moro.

Nesta terça-feira (7), a procuradora da República Marcia Brandão Zollinger pediu o arquivamento do caso ao apontar a prescrição dos crimes imputados a Lula. O ex-presidente tem 76 anos de idade e de acordo com Zollinger, com o reinício do processo na Justiça Federal de Brasília, já não haveria possibilidade de aplicar uma eventual pena de condenação.

“Desse modo, inexiste pressuposto processual para o oferecimento ou ratificação da denúncia quanto aos fatos imputados”, conclui a manifestação do Ministério Público Federal.

Em nota, os advogados de Lula, Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Martins, dizem ter havido um conluio entre o ex-juiz Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol para prender Lula no âmbito da investigação e tirá-lo das eleições de 2018, quando liderava as pesquisas de intenção de voto.

“O pedido de arquivamento apresentado pelo MPF deve pôr fim a caso que foi construído artificialmente a partir do conluio do ex-juiz Sérgio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol para prender o ex-presidente Lula, retirá-lo das eleições de 2018 e para atacar indevidamente sua reputação, tal como sempre sustentamos”, diz a declaração da defesa.

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