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Chefe do TikTok será ouvido pelo Congresso dos EUA em meio a pressão sobre app

ARTUR BÚRIGO
A batalha entre políticos americanos e o TikTok deve continuar acirrada nos próximos meses.
Em março, o CEO do app chinês, Shou Zi Chew, deve ser ouvido em um comitê do Congresso, segundo o Wall Street Journal, em meio a um cerco das autoridades dos EUA contra a popular plataforma.
Entenda: a decisão do chefe do TikTok acontece enquanto o app enfrenta a maior pressão regulatória desde 2020, quando o ex-presidente Donald Trump tentou bani-lo do país, mas acabou perdendo uma série de batalhas judiciais sobre a medida.
Desta vez, a pressão vem dos parlamentares e até de prestigiadas universidades dos EUA, que barraram o app de suas redes Wi-Fi.
- Começa a valer em 27 de fevereiro uma lei aprovada pelo Congresso em dezembro que proíbe os servidores federais de acessarem o TikTok em celulares do governo. A mesma medida foi adotada por cerca de 28 estados do país.
- No Senado, o republicano Marco Rubio encampa um projeto de lei bipartidário para proibir o app chinês em todo o país. A justificativa dos projetos é a mesma: temores de que o aplicativo seja usado para espionar cidadãos americanos e colocar em risco a segurança nacional.
A preocupação aumentou depois que a ByteDance, dona do app, admitiu em dezembro que usou a plataforma para espionar jornalistas americanos que faziam uma cobertura crítica da empresa.
Em números: o TikTok acumula mais de 100 milhões de usuários nos EUA e é acessado por dois a cada três adolescentes no país, que usam o app cada vez mais como um substituto do Google.
Para tentar reverter a animosidade com as autoridades, a ByteDance vem tomando algumas medidas. - A principal delas foi o acordo fechado no meio do ano passado com a americana Oracle, que ficou responsável por armazenar nos seus servidores os dados dos usuários do país.
- O TikTok vem afirmando que nunca compartilhou dados de usuários americanos com o governo chinês e que não o faria se fosse solicitado.





