“Paguei os meus pecados” (Ultima parte)

Inhaim?
Salão de pobre é o fim. Não tem café, água é da torneira e o banheiro parece chiqueiro, mas as fofas querendo sair bonitas de lá. O que nasceu, nascido está e pronto, não muda. Nasceu feio tá marcado pra morrer feio. Nem com ouro em pó da cabeça para baixo.
Tinha até uma revista Contigo, de fotonovela, aquelas que ensinam a ser quente na hora do amor, em cima de uma mesinha de televisão. Passei um fim de semana mexendo com cabelo. Tenho nojo de cabelo mas, pobre, né, para ganhar um “miserê”, fica. Na próxima encarnação nasço rica, tenho dito, mas faxineira, jamais.

Pobre não sabe o que é coisa boa. Não viaja, não compra roupa boa, não toma vinho. Só na cachaça. Liguei pra Lolosa: – põe umas geladas aí que eu tô cansada de ver pobre… O que a gente não vê, a gente não quer…
Inté a próxima.









