Franca confirma mais 3 casos de Monkeypox, a varíola dos macacos. Agora já são 13 pessoas com a doença

A Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, informou que foram confirmados mais três casos de Monkeypox ou Varíola dos Macacos em Franca. Agora, o total de casos chega a 13 casos, todos do sexo masculino. Os pacientes diagnosticados agora são três homens, com idades de 28, 29 e 36 anos, sendo que apenas um paciente tem histórico de viagens. A Secretaria informou, também, que eles estão em tratamento médico, cumprindo isolamento domiciliar e estão sendo acompanhados pela Vigilância Epidemiológica.
Campanha
Com o conceito Varíola dos Macacos: Fique Bem com a Informação Certa, o Ministério da Saúde lançou, em agosto, em Brasília, a Campanha Nacional de Prevenção à doença. A ideia é conscientizar a população sobre a transmissão, contágio, sintomas e prevenção, além de dar orientações sobre o que fazer em casos suspeitos de varíola dos macacos.
Em todo o mundo, foram registrados mais de 41,5 mil casos da doença. No Brasil, conforme o Ministério da Saúde, há mais de 5 mil casos confirmados. A campanha de prevenção do Ministério adverte que a principal forma de prevenção é evitar contato com pessoas infectadas ou objetos contaminados como, por exemplo, copos, talheres, lençóis e toalhas.
Contágio
Outro ponto destacado pelas autoridades de saúde é que a fase de incubação do vírus pode ser de cinco a 21 dias. Nesse período é possível haver transmissão. Entre os casos registrados, o contágio ocorre, especialmente pelo contato físico pele a pele com lesões ou fluidos corporais. Em pessoas infectadas, febre, erupções cutâneas, inchaço dos gânglios (ínguas), dor no corpo, exaustão e calafrios são os sintomas mais comuns.
Tratamento
Durante o lançamento da campanha, o Ministério da Saúde destacou que o fato de não existir um tratamento específico para a doença não quer dizer que ela não tenha tratamento. Segundo Queiroga, sintomas como dor podem ser amenizados com medidas específicas.
O Ministério fez questão de falar sobre a diferença da varíola dos macacos para a covid-19. “A letalidade dessa doença é baixa. O vírus é diferente. O vírus da covid-19 é o vírus de RNA. Portanto é o vírus que sofre mutações com maior frequência ao passo que o vírus de DNA [da varíola dos macacos] tem um potencial menor de ter mutações, o que engana até as vacinas que são desenvolvidas com tecnologias sofisticadas”.
O nome
Apesar de levar o nome de “varíola dos macacos”, a transmissão da doença não está relacionada aos macacos. O nome vem da descoberta inicial do vírus em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958. As transmissões do surto atual, que atinge mais de 75 países, foram atribuídas à contaminação de pessoa para pessoa, com contato próximo. A doença, mais recentemente, foi diagnosticada em pequenos roedores.







