Inspirados

Para que todos tenham vida!

O inverno que se vai,  

Na real não o foi. 

A pouca chuva que cai, 

Mata, não, a sede do boi! 


O casaco ficou no armário. 

O pó nele também. 

Fuligem de queimadas, um adversário, 

Tomou-nos de assalto como refém. 


O que a natureza vem gritando, 

Ouvidos surdos não desejam ver. 

Motosserras e machados vão derrubando 

O verde da vida em nome do ter. 


O rio que se arrasta maltrapilho, 

Deita pernas e costas no raso. 

Antes caudaloso, ora pródigo filho, 

Mendiga atenção do oleiro ao vaso. 


Os animais silvestres sentem na pele 

A caçada humana que transpira coragem. 

Multas e detenções não são o que impele 

À tomada de consciência da negra voragem. 


Primavera, das quatro é a primeira. 

Embora seja setembro, é estação das flores. 

Atenda a raça ingrata, no aperto, rezadeira! 

Depois das nuvens aliviadas, cante De Colores.

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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