Família acusa Santa Casa de Franca por negligência pela morte de recém-nascido

Um bebê recém-nascido morreu na Santa Casa de Franca e a família acusa o hospital de negligência no atendimento. Segundo o relato da família, a mãe do bebê, uma gestante de 25 anos, moradora de Franca, procurou a Santa Casa na última semana, pois estava com sangramento vaginal. Após dar entrada no hospital, a mulher, que estava no sexto mês de gestação, teria permanecido por quatro dias internada, até que os médicos decidiram realizar uma cesárea de urgência.
Após o parto, que ocorreu no domingo, o recém-nascido foi levado para a UTI e veio a falece4r no dia seguinte. No mesmo dia do parto, o bebê havia sido trazido para a mãe e sempre segundo os relatos da família, o bebê estava enrolado em um cobertor e “com uma touca para disfarçar nove pontos na cabeça”. Segundo os familiares, o bebê levou os pontos após um possível corte sofrido por um bisturi na hora do parto.
A mãe afirma que estava tudo bem com o seu bebê durante a gravidez e que durante os exames neonatal foi constatado apenas que ele tinha lábio leporino e nenhum problema mais grave de saúde que pudesse afetar seu desenvolvimento. Por esse motivo, a família suspeita durante o parto pode ter ocorrido erro médico. A família procurou a delegacia e registrou um boletim de ocorrência. A Santa Casa, em nota, disse que o bebê nasceu “prematuro e com algumas más formações” e que não respondeu “as medidas assistenciais e evoluiu a óbito”. Confira a nota na íntegra:
Nota da Santa Casa:
Paciente de 25 anos, deu entrada no Pronto-Socorro da Maternidade da Santa Casa de Franca com queixa de sangramento vaginal importante.
Estava gestante de 25 semanas (6 meses) e foi feito diagnóstico de descolamento de 50% da placenta. Paciente foi submetida a uma cesárea de urgência, nascendo feto prematuro EXTREMO com algumas más formações.
O bebê foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva Neonatal para cuidados intensivos, porém devido à prematuridade EXTREMA o bebê não respondeu às medidas assistenciais e evoluiu a óbito.
O deslocamento prematuro de placenta é um evento adverso da gestação, gravíssimo, e que requer a resolução imediata da gestação, sendo o parto cesárea, neste contexto, extremamente difícil e mais suscetível a complicações maternas e fetais, como tocotraumatismo fetal citado em reportagem na mídia local. Porém, a instituição salienta que a causa do óbito aconteceu devido somente a complicações típicas da prematuridade EXTREMA já que o feto nasceu com 890 gramas.







