Opiniões

Cultura do quarto

A pandemia trouxe muito medo, incertezas e inseguranças, mas também trouxe novas formas de viver, de se relacionar e de se posicionar, intensificou o uso de redes sociais e a cultura do quarto, que antes era característica em adolescentes, expandiu-se sem faixa etárias determinadas.
A intensa intimidade com as tecnologias tem despertado a preocupação de como ser gestor dessa intimidade, como estar a par das utilizações que seu filho (a) faz, se está seguro ou não, além de gerar pânicos morais como: quais os efeitos/danos causados pela internet ou quais os perigos em estar conectado.

Com o atual cenário, inúmeras pessoas tiveram de lidar com o intenso volume de trabalho e consequentemente a pressão para obter resultados, contudo limitar a vida pessoal da profissional tornou-se desafiador.
Estar atenta (o) aos sinais que seu corpo dá é fundamental para não tornar algumas sensações desagradáveis e incômodas em patológicas, pois nesse caso, quando não trabalhadas essas emoções, pode-se desenvolver, por exemplo, a Síndrome de Burnout que, de acordo com Trigo; Teng; Hallak (2007), está relacionada a prolongados níveis de estresse no trabalho e compreende exaustão emocional, distanciamento das relações pessoais e diminuição do sentimento de realização pessoal.

Pessoas mais comprometidas com o trabalho e perfeccionistas estão mais vulneráveis, pois aceitam sobrecargas de trabalho e horários puxados com mais naturalidade. As frustrações emocionais características deste fenômeno podem levar a sintomas psicossomáticos como insônia, úlceras, dores de cabeça e hipertensão, além de abuso no uso de álcool e medicamentos, incrementando problemas familiares e conflitos sociais.
Alguns sintomas de Burnout são a necessidade de trabalhar excedendo o horário do expediente, dificuldade em relaxar, apatia, afastamento/seleção em seu convívio social, insônia e mente acelerada.
Portanto não se trata de drama, frescura ou “mimimi”, assim como a depressão, ansiedade e várias outras patologias, antes de julgar ou criticar, tente se colocar no lugar de quem pode estar precisando muito de ajuda, exercite a empatia, compreensão e compaixão, pois a pessoa pode estar se sentindo incompreendida, solitária, frustrada, fracassada.
Busque ajuda de profissionais capacitados e evite o senso comum, sua saúde é prioridade.

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