Acusado de abusar de monges, ex-padre vive e trabalha em Franca
Afastado da igreja desde 2018, o ex-padre Ernani Maia dos Reis, de 53 anos, é acusado de abusar sexualmente de pelo menos oito monges na cidade de Monte Sião (MG). Fundador e líder do Mosteiro Santíssima Trindade e criador da formação espiritual chamada “Caminho de Emaús”, o homem, de acordo com uma extensa matéria divulgada pelo UOL nesta quinta-feira, 30, está morando e atuando como psicólogo em Franca.
Na matéria, que ouviu mais de 40 pessoas, entre vítimas, testemunhas e fontes da igreja, são divulgados depoimentos de monges que afirmam terem sido abusados sexualmente. Outras onze pessoas também teriam sido vítimas de abuso moral, por meio de humilhações e agressões verbais.
A matéria aponta que as acusações de abuso contra o ex-padre chegaram até à igreja por meio de investigações internas, mas ele se afastou apenas por vontade própria, em agosto de 2018, alegando “cansaço” e “crise vocacional”.
As vítimas do ex-padre relatam que para cometer os abusos sexuais ele envolvia os jovens e os convencia de que eram homossexuais. Ele forçava uma autoridade de “pai” com os monges. Em um dos casos, a vítima relata que chegou a manter um relacionamento com Ernani Reis por um ano.
Em 2018, após a saída de várias vítimas do mosteiro e o relato de uma delas sobre os abusos sexuais, a igreja católica começou a investigar o ex-padre. Na época, Ernani pediu o afastamento e foi encaminhado para uma clínica ligada à igreja, que ficava na região metropolitana de Curitiba (PR). Um tempo depois, no ano de 2019, Ernani Maia dos Reis se mudou para Franca e mantém aqui na cidade um consultório de psicanálise. Segundo o texto do UOL, o ex-padre nunca mais retornou ao Mosteiro da Santíssima Trindade.








