Duas mortas; outra, corre riscos

Quase um tríplice assassinato.
Elemento cruel, cínico, debochado.
Não pode conviver em sociedade até que vire gente. Simples, assim.
Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, situa-se a aproximadamente 32 km da capital mineira, está de luto. E não é para menos[i]:
– uma adolescente, de 16 anos, e uma mulher, de 56, morreram após serem baleadas dentro de uma padaria no bairro Lagoa, noite de ontem.
Uma terceira vítima, de 14 anos, ficou gravemente ferida. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Risoleta Neves com perfurações na cabeça e braço.
Conforme informou a Polícia Militar (PMMG) nesta quinta-feira (5), o principal suspeito do crime é um adolescente de 17 anos, ex-namorado da vítima de 16 anos, que trabalhava como funcionária do estabelecimento.
Apaziguadoras
Testemunhas relataram que o infame assassino teria ido ao local e iniciado uma discussão por ciúmes. A cliente, de 56 anos, e a outra funcionária, de 14, teriam tentado intervir para proteger a adolescente, momento em que foram atingidas pelos disparos.
Crime premeditado
O autor invadiu o local usando touca ninja e capacete, indo diretamente ao caixa onde estava a ex-namorada.
A ex-namorada levou dois tiros. A senhora, da mesma maneira, indefesa, foi baleada duas vezes nas costas enquanto estava na padaria.
Ameaça e deboche
Uma testemunha presencial afirmou que o atirador chegou a apontar a arma para ela. Após a mulher implorar para não ser morta, o suspeito teria feito um gesto de escárnio, mostrando a língua e colocando os polegares nas bochechas, antes de fugir em uma motocicleta.
Negou o inegável
A Polícia Militar localizou o ex-namorado da adolescente morta.
Embora o sanguinário negue a autoria do crime, a corporação informou que familiares apresentaram versões divergentes sobre o horário em que ele retornou para casa; o que, aliado às demais provas, principalmente as testemunhais, reforçou as suspeitas.
Agora é com a perícia técnica, que está em campo, para que, na sua área, a Polícia Civil investigue o caso de grande comoção na cidade, instrumentalizando o MP para a imediata denúncia ao juízo competente.
Até quando seguiremos passionais com assassinos que matariam por paixão?
Nossas leis penais, inclusive as processuais, são um estímulo poderoso para os misantropos, que têm aversão, ódio ou desconfiança generalizada pelo ser humano e pela humanidade.
[i] @jornalhojeemdia








