Reunião da AFL tem homenagem à Evelina Gramani e reflexões sobre o fazer literário

A Academia Francana de Letras realizou, nesta quarta-feira (8), uma reunião interna marcada por lembranças, reflexões e boas conversas. O encontro contou com a presença dos acadêmicos Carlos Roberto Goulart (Carogo), Cirlene de Pádua, Doni Ferreira, Eric Vinicius Galhardo Lopes, Ibrahim, Joelma Ospedal, José Borges, Maria Conceição de Castro, Regina Bastianini, Soraia Veloso Cintra e Tânia Mara.
Recém-empossada como membro efetivo da AFL, ocupando a cadeira 16 de Evelina Gramani Gomes, a escritora e jornalista Joelma Ospedal abriu a noite compartilhando aspectos da vida e obra da autora homenageada. A apresentação gerou comentários, perguntas e sugestões entre os presentes, incluindo a proposta de Ibrahim para que o grupo visite a casa onde Evelina viveu — ideia prontamente acolhida por todos.
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi o presente oferecido por Soraia Veloso: um exemplar do livro Um Caso de Família, de Evelina, com dedicatória original da autora. Joelma, surpresa, se emocionou ao receber a relíquia. A pedido de Tânia Mara, leu um trecho da obra, que foi bastante elogiado pelos colegas.
Regina Bastianini também contribuiu com um depoimento sobre o início do grupo Veredas, que contou com a participação ativa de Evelina e do acadêmico Luiz Cruz.
Para o presidente da academia, Carlos Goulart, o Carogo, a noite foi especial: “Joelma revelou que gosta de pensar que nasceu jornalista e, de tanto escrever notícias, se tornou escritora. Sua presença trouxe entusiasmo e inspiração, fortalecendo os laços literários que nos unem.”
A reunião seguiu com duas reflexões que enriqueceram o encontro: uma sobre a diferença entre “escrever bem” e “fazer literatura”, e outra sobre a ilusão da imortalidade literária — e como, mesmo diante dela, seguimos escrevendo em busca de sentido.
A noite terminou como costuma acontecer por ali: com quitutes, boa prosa e a sensação de que literatura também se faz em roda.














