Água nas escolas do Nordeste
O investimento inicial é de R$ 60 milhões para construção de duas mil cisternas em escolas.
O Governo Federal lançou, nesta segunda-feira (02), o Programa Água nas Escolas, em parceria com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e a Fundação Banco do Brasil. O acordo de cooperação técnica foi assinado em cerimônia no Ministério da Cidadania com a participação do Presidente da República, Jair Bolsonaro.
O programa prevê, em uma primeira etapa, a construção de duas mil cisternas em estabelecimentos de educação nas zonas rurais e de periferia. Com um investimento de R$ 60 milhões, a expectativa é atender mais de 100 mil alunos em cerca de 350 cidades do Nordeste.
“Nós aqui, às vezes não damos muito valor à água, temos em abundância. Lá, quando você vê um velho nordestino, uma senhora de idade, com pele enrugada, entrando debaixo de uma bica d’água, não tem preço a alegria daquela pessoa, parece que ganhou na Mega-Sena”, disse o Presidente destacando a importância da água para a população no Nordeste do país.
Segundo o ministro da Cidadania, João Roma, o cenário exige um trabalho urgente e transformador e, que o acordo assinado nesta segunda (02) significa modernidade e eficácia em gestão pública.
Vergonha histórica
O último Censo Escolar apontou, na Região Nordeste, a existência de três mil escolas onde falta água.
São alunos, professores e funcionários sem acesso à rede pública de abastecimento, a poço artesiano ou a cisterna. Por meio de tecnologia e sistema de abastecimento, o Programa Água nas Escolas vai mudar essa situação e garantir a oferta de água potável. Temos certeza que com melhores condições de infraestrutura haverá ganhos na qualidade de ensino, no rendimento dos alunos e no dia a dia das famílias”, ressaltou.
Cisternas
O acordo entre o Ministério da Cidadania, BNDES e Fundação BB está alinhado ao Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e Outras Tecnologias Sociais de Acesso à Água, o Programa Cisternas, que tem como objetivo a promoção do acesso à água para consumo humano e animal, e produção de alimentos. A ação beneficia por meio da aplicação de tecnologias sociais, famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou falta regular de água nas escolas rurais.
O Programa Cisternas já entregou mais de um milhão e 100 mil obras em todo o país. É água para consumo, para produção agrícola, para as escolas e unidades do Sistema Único de Assistência Social, o Suas.
Deus existe, dirá o incrédulo.
Pantanal não é novela
Energia limpa chega a mais de duas mil famílias no Pantanal.

Moradores ribeirinhos do Pantanal sul-matogrossense estão melhorando as condições de vida e tendo mais perspectiva de renda com a chegada de energia elétrica em suas propriedades. Eles estão recebendo energia de fonte limpa e sustentável por meio de sistemas fotovoltaicos, que são placas solares que transformam o calor do sol em eletricidade. Baterias de última geração armazenam essa energia, o que permite a disponibilidade de luz de forma ininterrupta o ano inteiro.
É o projeto Ilumina Pantanal, do Programa de Eletrificação Rural do Governo Federal, denominado Luz Para Todos, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e que tem como parceiros Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Eletrobras, o governo do Mato Grosso do Sul e o Grupo Energisa.
A iniciativa ocorre com a instalação de placas de energia solar na área das residências dos moradores, que passam então a possuir o Sistema de Geração Solar Individual. O que tem levado energia elétrica a comunidades isoladas naquela região. A expectativa é beneficiar 2.090 famílias receberão o modelo de geração solar. Um investimento de R$ 127 milhões, sendo R$ 73 milhões da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e R$ 51 milhões da Energisa, companhia local de distribuição.
Eu existo
Uma das beneficiadas pelo projeto é a agricultora Naurina Silva. A energia chegou faz só duas semanas e ela já está com geladeira nova em casa. “Mudou muito as coisas para a gente. Precisava de uma água gelada, guardar uma carne para ficar fresquinha, a gente sempre precisava disso. Mas agora, Graças a Deus, nós temos a luz”, comemorou.

“Nós éramos invisíveis, agora ficamos visíveis”, afirmou o produtor Armando Arruda. Antes, ele precisava de geradores para manter o refrigerador funcionando em sua propriedade. “Eu tenho uma dezena de geradores velhos aqui. Era um desespero. Agora, ganhamos a estabilidade da energia (…) É uma coisa importantíssima. É o resgate da nossa dignidade”, disse.
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, visitou essa semana a Fazenda Porto São Pedro e famílias ribeirinhas do Pantanal sul-matogrossense atendidas pelo programa.
“Eu pude ver, não só a eficácia desse programa numa região como é o Pantanal [sul] mato-grossense, mas também a inclusão social que ele oferece para as pessoas que são atendidas por esse programa, levando dignidade, cidadania e perspectiva novas nas suas vidas”, concluiu o ministro.
Ensino médio é isso, jovem
Programa Novos Caminhos amplia o acesso à Educação Profissional e Tecnológica
Instituído pelo Ministério da Educação (MEC) em 2019, é composto por um conjunto de ações do Governo Federal que visam fortalecer a Educação Profissional e Tecnológica no Brasil, que atuam, em apoio às redes e instituições de ensino, no planejamento da oferta de cursos, alinhada às demandas do setor produtivo e na incorporação das transformações produzidas pelos processos de inovação tecnológica.
O Governo Federal, por meio do MEC, instituiu o Plano Plurianual 2020-2023 com a meta de elevar para 3 milhões o total de matrículas em cursos técnicos e em cursos de qualificação profissional até 2023. Para isso, o Novos Caminhos se estabelece em três eixos:
– Gestão e Resultados: contempla o aprimoramento do modelo de planejamento, de gestão e de governança da educação profissional e tecnológica, com vistas a fortalecê-la;
– Articulação e Fortalecimento: reúne ações a serem desenvolvidas em estreito diálogo com as redes e instituições que atuam na educação profissional e tecnológica no país;
– Inovação e Empreendedorismo: visa fortalecer vínculos entre educação, trabalho e desenvolvimento socioeconômico local e regional, disseminando a cultura do empreendedorismo e da inovação de processos e produtos no âmbito da educação profissional e tecnológica.

Ações já realizadas
– Atualização do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT): o documento disciplina a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio;
– Nova regulamentação da oferta de cursos técnicos por Instituições Privadas de Ensino Superior (Ipes);
– Potencialização do alcance das políticas de educação profissional e tecnológica com a formação de professores e demais profissionais da educação;
– Fomento à formação técnica e profissional de jovens e adultos;
– Ampliação dos polos de inovação em parceria com Embrapii;
– Fomento a projetos de inovação e empreendedorismo.
Faça a sua parte. Estude. É a tecnologia à disposição de sua formação.








