Não para, não para!
Cinquenta e uma obras de infraestrutura de transportes foram entregues em todo o país pelo Governo Federal neste primeiro semestre, com pandemia, CPI e tudo.
São obras que melhoram a logística e trazem mais eficiência e segurança para os transportes rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. O investimento federal no período foi de mais de R$ 3 bilhões em novos empreendimentos e na retomada de obras paradas.
“Um dos objetivos do ministério é fazer a integração do território, é levar a logística para as pessoas que precisam, interiorizar essa logística, dar eficiência àqueles centros produtivos, induzir desenvolvimento naquelas regiões menos desenvolvidas. A infraestrutura tem esse papel”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.
Concessões
Na área de concessões, 29 ativos públicos de infraestrutura foram concedidos à iniciativa privada, totalizando R$ 17,85 bilhões em investimentos contratados. A estimativa do ministério é que possam ser criados 338 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos contratos.
“Esses leilões mostram uma aliança do país com o setor privado, com os investidores. Foi uma grande demonstração de confiança em um período em que se discutia se os investidores apostariam no Brasil, se o momento era propício
Rodovias, Ferrovias, Aeroportos e Portos
De janeiro a junho, foram entregues 927 quilômetros de rodovias pavimentadas, duplicadas e reconstruídas. As obras devem avançar mais no segundo semestre, quando cessa o período de chuvas.
E foram entregues ainda 170 quilômetros de novas ferrovias. Em 2021, houve crescimento de 13,7% no transporte de cargas em ferrovias. A ideia é chegar em 2035 com uma participação de quase 40% do modal transporte ferroviário no transporte.
Nos aeroportos, foram investidos R$ 130 milhões em melhorias nos aeroportos de Foz do Iguaçu (PR) e Navegantes (SC). Em portos e hidrovias, R$ 35 milhões foram empregados e iniciativas, como a retomada da operação da eclusa do Sobradinho, no Rio São Francisco.
Obras entregues
Entre janeiro e junho foram retomadas e finalizadas obras que estavam interrompidas há anos. Um exemplo é a Ponte do Rio São Francisco entre Alagoas e Sergipe. O ministro afirmou que um dos princípios da gestão da pasta é concluir obras inacabadas. “Obras paradas não geram taxa de retorno, é fundamental concluir.”

Entre as entregas em destaque estão a Ponte do Abunã, que faz a integração entre Rondônia e Acre e facilita o transporte de cargas que era feito por balsa. A conclusão da ponte sobre o Rio Parnaíba, entre Santa Filomena (PI) e Alto Parnaíba (MA), na BR-235. Também teve início a operação da Ferrovia Norte-Sul até Rio Verde (GO).
Sem logística, não tem estratégia e política de desenvolvimento que resista.
Compartilhamento de informações do SUS

O Ministério da Saúde dá mais um passo importante para a informatização dos serviços prestados aos mais de 210 milhões de brasileiros. Para possibilitar o compartilhamento de informações de pacientes e permitir o acesso aos dados em qualquer lugar do país, a pasta lançou, nessa quinta-feira (1º), a plataforma Conecte-SUS Profissional.
O programa está apto a ser acessado em cerca de 15 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o Brasil.
Durante o lançamento, que ocorreu na Unidade Básica de Saúde que serviu de piloto para o projeto, em Marechal Deodoro (AL), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou a informatização das unidades de saúde como etapa fundamental para melhorar o acesso de cada vez mais brasileiros a um atendimento com mais agilidade e de maior qualidade. Queiroga também enfatizou que o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) é o caminho para vencer a Covid-19.
“Eu assumi o Ministério da Saúde há pouco mais de cem dias com a missão de conter a crise sanitária. Nada e nem ninguém vai me desviar desse objetivo. Para tanto, temos o SUS, um patrimônio de cada um dos 220 milhões de brasileiros. O constituinte de 1988 criou o maior sistema de saúde integral, universal e gratuito do mundo. Essa doença mostrou que não temos outro caminho que não seja fortalecer o SUS. A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas. E temos que levar políticas que possam atingir todos os brasileiros em todos os rincões”, defendeu.
Com o apoio dessa tecnologia, médicos de todo o país passarão a ter acesso ao histórico clínico com dados registrados nas redes pública e privada, nos vários níveis de atenção à saúde.
O sistema já permite acesso a informações de apoio ao combate à Covid-19, à Carteira de Vacinação Digital, ao Certificado Nacional de Vacinação e resultados de exames para a Covid-19.
Quer dar uma olhadinha? https://youtu.be/A9aN5laMEn8
Nas favelas mora gente
Oitocentas e sessenta e nove famílias dos municípios de Curitiba e São José dos Pinhais, no Paraná, serão beneficiadas pelo programa Pró-Moradia para revitalização de favelas, do Governo Federal.
O anúncio das propostas selecionadas foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, nesta sexta-feira (2), na capital paranaense e fazem parte do programa Casa Verde e Amarela.
Até R$ 59,8 milhões poderão ser financiados pelos dois municípios, em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para a revitalização das comunidades.
“Esse projeto é muito importante, deve abranger todo o território nacional. Nós estamos, inclusive, estimulando as prefeituras do Paraná para que sigam o exemplo, tanto de Curitiba quanto de São José dos Pinhais, para que possam fazer, não apenas a regularização fundiária, mas eu diria, a concertação de regiões degradadas que existem em todas as cidades brasileiras”, afirmou o ministro Rogério Marinho.
Entre os serviços previstos nas propostas estão infraestrutura urbana, construção de moradias e regularização fundiária. Para a Vila Ferrovia e Vila Palmeiras, em Curitiba, está contemplada a melhoria de infraestrutura urbana necessária para conclusão da regularização fundiária. Já para comunidade Jardim Modelo, em São José dos Pinhais, os recursos serão alocados em reassentamento e obras para contenção de cheias.
Regiões que precisam de investimentos em sua infraestrutura, como na área de canalização de córregos, do tratamento adequado das águas pluviais, do esgotamento sanitário, de reformas habitacionais, até construção de moradias, além de regularização fundiária, são intervenções importantes na vida dessas comunidades, para recuperar áreas degradadas, ao mesmo tempo recompor o cenário espacial das cidades.
Pró-Moradia

O programa do Governo Federal faz parte do Casa Verde e Amarela, e apoia estados e municípios, por meio de financiamentos com recursos do FGTS, na execução de empreendimentos e ações de urbanização e regularização de assentamentos precários. A área deve estar ocupada há mais de cinco anos, predominantemente por famílias com renda mensal de até 3 salários mínimos.
O Ministério do Desenvolvimento Regional está recebendo propostas na categoria Urbanização e Regularização de Assentamentos Precário (UAP), que visam a melhorar as condições de moradia em favelas, palafitas, loteamentos informais, cortiços e conjuntos habitacionais degradados.
Os projetos devem viabilizar intervenções que solucionem, de forma integrada, o conjunto de precariedades diagnosticadas em uma determinada área, como: irregularidade fundiária e urbanística, deficiência de infraestrutura básica, ocupação de áreas sujeitas a alagamentos, deslizamentos ou outros tipos de risco, altos níveis de densidade dos assentamentos e das edificações, precariedade das moradias e insuficiência de serviços e equipamentos públicos.
Alguém estaria disposto a regularizar, de vez, a Vila Gosuen, em respeito aos seus moradores?
Carlus do Brasil é fazendeiro e preocupado com o futuro do País






