Prevenção de afogamento: pediatra dá dicas para um verão seguro com as crianças

Na temporada mais quente do ano, o uso de piscinas e os passeios à praia se tornam mais frequentes, o que, consequentemente, demanda maior atenção dos pais no que diz respeito à segurança das crianças. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) mostram que a principal causa de morte de crianças entre 1 e 4 anos é o afogamento.
Para a pediatra e neonatologista dra. Mariana Bertoldi Fonseca, esse cenário torna imperativo que não apenas os pais, mas os cuidadores e a comunidade em geral também estejam bem informados sobre as medidas preventivas essenciais. “Para a proteção das crianças menores, as piscinas precisam ser protegidas com cercas de, no mínimo, 1,5 metro de altura, que não possam ser escaladas, e portões com cadeados ou travas de segurança”.
Outras medidas essenciais incluem o uso de coletes salva-vidas adequados, além de não deixar que os pequenos sem habilidades básicas de natação entrem na água. Nas praias é importante atentar-se às condições do mar, respeitar as bandeiras de sinalização e evitar áreas muito fundas. “O ideal é sempre combinar supervisão inteligente, equipamentos de segurança e educação contínua, pois, assim, as crianças podem desfrutar da água de maneira responsável e protegida”, diz Dra. Mariana.
Cuidados dentro de casa
A pediatra também comenta que as praias e piscinas não são os únicos ambientes que apresentam perigo para as crianças quando o assunto são os afogamentos, pois banheiras, vasos sanitários e até mesmo baldes com água representam situações de risco caso não sejam supervisionados. “Portanto, é imprescindível esvaziar esses locais ou deixá-los tampados ou virados para baixo, sempre longe do alcance das crianças”.
Já na hora do banho, a médica alerta que, especialmente, os menores de três anos, não devem ser deixados sozinhos. “Mesmo que as crianças já consigam ficar sentadas é fundamental não as deixar sem supervisão em lugares com água, pois um acidente leva apenas segundos para acontecer. Nesses momentos, outra dica é não atender o telefone, nem a porta, sem antes tirar a criança da água e colocá-la em um local seguro”.
Quem é Dra. Mariana Bertoldi Fonseca?
Formada em medicina pela Universidade de Ribeirão Preto, dra. Mariana Bertoldi Fonseca possui residência em pediatria e especialização em Neonatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto HCRP-USP. Atualmente, atua na Clínica Nacittà, em Ribeirão Preto.




