Como o Senhor está?

O amigo Kaká, vereador na cidade,
Me mandou na rede, um peixe de verdade.
Abri, fui ver qual era o assunto.
Poderia calhar de eu ser o adjunto.
Da primeira parte, não gostei dela.
Segui lendo, digo, a ouvir, seria balela?
Vi logo que não, era coisa interessante
Para sacudir o ego do autoconfiante.
Deixei correr o vídeo, com atenção.
Entrou em cena o ato cheio de emoção!
Os comediantes destamparam um jogral:
Um tirou o chapéu; revirou o meu astral.
Não é que se iniciava uma conversa,
Dessas em que a alma fica imersa?
Filho proseando com Pai, sem rodeio,
Pondo tudo a limpo, com Jesus no meio.
O que mexeu comigo, confesso contrito,
Foi a hora que se quebrou o granito,
No modelo de nosso automatizado egoísmo
Retroagindo massivo ao antropocentrismo.
Nunca perguntei se o senhor, está bem,
Oh, Deus, preocupado com o que sobrevém!
Igualzinho ao caipira da oração desavexada,
De cabeça baixa, choro por sua graça derramada.
Pedir perdão, em atitude de obediência,
É quando agradecemos mais temos clemência!
Em que encontraremos maior bondade
Dentro e fora da lógica, mas até à eternidade?







