
Chega o mês de setembro que, no seu sétimo dia, tem a data magna da nacionalidade brasileira. Foi em 7 de setembro de 1822, que o nosso Pais passou a existir de fato e direito , em decorrência do ato de D. Pedro I, às margens do Riacho do Ipiranga, local que hoje abriga o museu onde está guardado todo esse episódio histórico e ate os restos mortais do libertador, para ali transladados em 1972, durante os festejos do 150º ano da Independência. A efeméride, se pensarmos bem, é a maior porque representa o efetivo nascimento da Pátria, até então em apêndice português no além-mar.
O dia da Independência foi destacado durante décadas, especialmente nas escolas. Era a oportunidade de transmitir o conhecimento histórico aos jovens alunos e neles incutir o sentido patriótico. As festas foram maiores ou menores dependendo da orientação do governo de cada época e as diferentes regiões do país, umas mais e outras menos chegadas ao civismo. Em diferentes épocas, segmentos políticos a aproveitaram e hoje nos encontramos numa situação impactante que preocupa.
Durante o seu mandato, em plena polarização política, Jair Bolsonaro e seus seguidores adotaram o verde-e-amarelo como cores de seu movimento e fizeram questão de dizer que o faziam em oposição ao vermelho altamente utilizado pelos partidos de esquerda. Hoje, que a esquerda voltou ao poder, verificam-se mudanças e restrições e um velado movimento para tomar o verde-e-amarelo de Bolsonaro e da direita. Tanto que as comemorações do 7 de setembro em Brasilia deverão ser diferentes e priorizarão o desfile militar e de equipamentos das Forças Armadas.
As redes sociais fervilham de informes contraditórios. Direitistas asconselham o povo a não comparecer à festa e especulam a possibilidade de distúrbios – que poderão ser semelhantes ou piores que o 8 de janeiro – e a esquerda opta pela festa oficial. Diz-se que há intranquilidade no meio militar quanto à possibillidade de confrontos e resultados negativos. É um quadro preocupante que deveria ser desencorajado.
Todos devem compreender que o verde e amarelo são as cores nacionais. Não são propriedades de direitas, esquerda ou de centro, pois estão acima das ideologias. Podem ser utilizadas por todos os brasileiros, sem restrição alguma. Não pertencem a Bolsonaro, a Lula ou a qualquer outro político que, no entanto, podem e até devem utilizá-las, desde que com respeito à nacionalidade.
A essa altura dos acontecimentos, nem sabemos se o melhor é incentivar ou desaconselhar a presença do povo na festa cívica. O ideal seria que todos comparecessem de forma ordeira e positiva. Mas, como há o alarido de que poderá não ser dessa forma, os que comparecerem devem estar atentos para não se envolverem ou serem envolvidos em acontecimentos que possam lhes trazer contratempos. E as forças de segurança, especialmente os serviços de inteligência, têm o dever de levantar informações sobre os preparativos e adotar providências para impedir a realização daqueles que possam ser nocivos à Pátria e ao povo. O bom seria que todos os brasileiros compreendessem 7 de Setembro como data maior e superior a ideologias e separações. Que, pelo menos nesse dia, todos os brasileiros remassem apenas numa direção: a do Brasil progressista, solidário e humano aos seus filhos. Pela sua importância, essa data não pode ser sequestrada por ninguém pois pertence a todos. Em vez de usá-la para medir forças em diferenças políticas, há o dever de reverenciar Pedro I e todos os brasileiros que lutaram para a emancipação do país e seus sucessores que trabalharam para hoje, apesar de todos os problemas, sermos uma grande e promissora Nação.









MALDITOS MELANCIAS MILICOS!
A única coisa que concordo com a Esquerda é que as forças armadas e todos os seus braços estão podres e são um câncer se espalhando pelo Brasil. Tomara que esse governo acabe com vocês por traírem o Brasil e os Brasileiros 2 vezes.