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O Amor é mais forte que a morte

A Mulher do Apocalipse é ameaçada por um Dragão. Hoje também existe em torno a nós um dragão querendo devorar-nos. São as formas de ideologias materialistas que insistem a nos convencer que é um absurdo pensar na existência de um Deus, Criador do Universo. O que vale é o viver a vida em si mesma. Contudo, a “Mulher vestida de Sol” constitui o grande sinal da vitória do amor, da vitória do bem, da vitória de Deus. A Igreja também hoje no mundo é a presença, a garantia do amor de Deus contra todas as ideologias do ódio e do egoísmo. A Fé aparentemente frágil é a verdadeira força do mundo.

Maria foi elevada em corpo e alma à Glória do Céu e foi também coroada Rainha do Céu e da Terra. “Apareceu no Céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, com a Lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça” (Ap 12,1). Maria é exemplo e sustento para todos os fiéis. Ela encoraja-nos a não desanimarmos diante das dificuldades e dos problemas inevitáveis da vida. Continuará sempre a “brilhar como sinal de esperança segura e de consolação aos olhos do Povo Peregrino” (LG, 68).

Em sua grande obra Cidade de Deus, Santo Agostinho diz que toda a história humana e a história do mundo, é uma luta entre dois amores, ou seja, o amor de Deus até a perda de si mesmo e até o dom de si próprio, e o amor de si até o desprezo de Deus, chegando ao ódio de uns pelos outros. Frente a esta realidade, olhemos para Maria: Ela abre-nos à esperança, a um futuro cheio de alegria e nos ensina o caminho para chegarmos até seu Filho na Fé, de forma que nunca percamos a amizade com  Ele e que deixemo-nos iluminar pela sua Palavra. Se deixarmos Deus entrar em nosso tempo, toda a nossa história se torna mais proveitosa e a nossa vida mais plena do seu amor.

Fonte: Homiliário, Solenidades, Papa Bento XVI(In Memoriam).

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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