Inspirados

Manhê!

As redes sociais amanheceram e estão entupidas de mensagens estupendas, comoventes, belas ao extremo, recheadas de fotografias e vídeos caseiros, sem elaboração técnica e filtros e de produções sofisticadas. Para ela, o melhor no dia de hoje. 

O conteúdo das publicações deve ter saído e brotará, enquanto for domingo, de corações de filhos bondosos, cuidadosos, amorosos, dedicados além da conta, que vivem somente para ela. 

As dores do parto registraram e gravaram os seus sons e efeitos nas suas almas. O seu nascimento, aos gritos e choros, esganiçados de muitos, soou música dos anjos aos ouvidos dela. 

Obedientes e aplicados, ofereceram-se, desde o corte do cordão umbilical, ao sacrifício por ela, para todo o sempre. 

Parteiras, vizinhas, mães e sogras, comadres, irmãs chegadas, doulas, médicos e paramédicos, benzedeiras, irmãs de igreja, militares, bombeiros fardados e civis, e oficiais do volante  – de ônibus e vans -, também, gente estranha, manjedouras, barracos, varandas, bancos de automóveis e macas duras de ambulâncias caindo aos pedaços, estações de metrô, quartos escuros e insalubres, centros obstétricos dos melhores hospitais, mãos sujas de sangue e de secreções vitais, para ficar na restrição de cenas, cenários e atores do inimitável espetáculo da vinda à luz são testemunhas oculares e pessoais da força da reprodução ordenada e acontecida a partir da maternidade que um dia foi o Éden. 

Quantas das madres se engravidaram de você e pelos seus fraternos, porque único não é! 

Seu útero é o castelo seguro de geração em geração, depois de Maria, a incomparável genitora de Jesus, o Ungido. 

Fraca e pecadora, casta e santa, ora Eva, nunca será menos que Maria. 

O diagnóstico da gravidez a colocou em estado de graça. Outras não tiveram a mesma sorte e, por azar, foram esquecidas no primeiro encontro para fazer amor. Erraram feio na receita. O chef da oportunidade, por sua automática frieza e libidinosidade, não notou que um dos ingredientes estava estragado pelo desejo carnal, no prazer animal. 

Algumas não sentiram enjoos. Não engordaram tanto, só a barriga, diziam renegando a balança. 

Sabendo que o Príncipe da Paz não foi um acidente, em remotos períodos em que se não podia predizer de gestação por inseminação intrauterina, a maternidade, como dom, é como aquele sonho em que o Senhor, pelo seu Santo Espírito, para varrer toda infâmia, nas suas entranhas escreve que o que nela é ou foi gerado é fruto de sua graça. 

O que era cordão é umbigo. Essa cicatriz é, filhos, para que se lembrem, se tiverem tempo e senso de gratidão, de que precisavam comer, respirar e fazer as necessidades e que, fora do ventre, atendem pelo nome de mãe, mamãe, mama, mamis, véia, veinha, rainha do lar, …! 

Pobre, nobre. 

Aflita, bendita. 

Feia, alheia. 

Abastada, resignada. 

Doente, resiliente. 

Linda, infinda. 

Analfabeta, correta. 

Letrada, centrada. 

Entristecida, sentida. 

Paparicada, amada. 

Ansiosa, desejosa. 

Idosa, esperançosa. 

De fé, em pé. 

Virou tbt, choro com você. 

Théo Maia, em especial à Arlete, esposa, mãe e avó, meu amor.

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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