Inspirados

A presença de nossos excessos

Mais um copo. Mais um prato. Mais uma hora de sono. Mais um amante. Mais uma vida…

Excessos. Desnorteios de sentidos – absortos no desejo de ter algo a mais; tudo a mais!

Ofertas infinitas nos caem às mãos. O tempo parece pequeno.  Dois lados distintos em combate pela posse da alma!

Os excessos nos corrompem por inteiro. Não pensamos. Agimos. Não vibramos  ao contrário, somos levados, arrastados – como manada…


Ao fim, estamos esvaziados. E procuramos mais, mais: pra suprir o que não conseguimos identificar.

Com os sentidos entorpecidos, vem a escravidão do espírito – busca alucinadamente o mais de qualquer coisa, apenas pra se sentir alguém a mais…

E no zigue-zague da mecânica, essencialmente humana, estamos sempre dançando sobre uma pinguela que une céu e inferno;  suspirando por um átimo de descanso da loucura que se tornou nossa época.

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